Asma alérgica: definição, gênese, causas

A asma alérgica é uma doença respiratória crônica, que apresenta longa duração, sendo caracterizada pela inflamação e pela obstrução das vias aéreas, provocando dificuldade na respiração.

A principal característica da asma alérgica é a alteração provocada em nível bronquial, atingindo a laringe, a traqueia, os brônquios e as vias respiratórias inferiores. A alteração ou obstrução é reversível, podendo melhorar espontaneamente ou com tratamentos específicos.

A asma alérgica se apresenta de forma intermitente, aparecendo em forma de ataques de asma, gerando a limitação de atividades cotidianas, prejudicando o bem estar da pessoa acometida e influenciando negativamente em qualquer momento.

Asma alérgica: definição e dados

A asma alérgica, ou asma extrínseca, experimentou dramático aumento em sua frequência e gravidade nas últimas décadas. A incidência ocorre em escala mundial, com aumento da taxa de mortalidade em muitos países, principalmente os menos desenvolvidos, tornando-se um problema de saúde pública, que deve e precisa ser estudado e conhecido para que se possa encontrar condições de debela-lo.

Definição e origem da asma alérgica

A asma alérgica, também considerada atópica, é caracterizada geralmente por apresentar no portador hipersensibilidade das vias aéreas, normalmente acompanhada por uma variedade de estímulos específicos e não específicos.

mecanismo de acção de alergias

Os estímulos incluem, entre outros, uma oesinofilia pulmonar crônica, com aumento do número de leucócitos, ou glóbulos brancos, no sangue e acréscimo de imunoglobulina E sérica, além do aumento dos níveis de IgE e produção excessiva de muco nas vias aéreas.

A asma alérgica é normalmente provocada por uma reação de hipersensibilidade a substâncias presentes no ar, que são inofensivos para grande parte das pessoas. As reações são desencadeadas principalmente pelo anticorpo imunoglobulina E, o IgE, que está intimamente relacionado com o desenvolvimento das alergias.

Esses alergênicos específicos, como, por exemplo, pelos de animais, poeira das casas, pólen das flores, fungos presentes no ar, apresentam estruturas químicas diferenciadas, como hidratos de carbono, proteínas ou outras substâncias, e são de variadas origens.

A denominada fase de sensibilização do organismo experimenta pela primeira vez um alergênico, entrando em contato com ele, gerando anticorpos IgE específicos na superfície dos mastócitos, basóficos e eosinófilos, criando uma resposta imune celular e se ligando a eles.

Depois de novo contato com o alergênico e com a interação entre os anticorpos, estabelece-se a desgranulação das células, com uma reação atípica, produzindo secreções para se defender dos agentes alérgicos e os distribuindo pelas vias aéreas.

Em seguida, o organismo liberta mediadores inflamatórios, substâncias endógenas que começam a estabelecer a resposta inflamatória do corpo, como a histamina, a serotonina e proteases.

Diante dessas reações, a mucosa dos brônquios sofre alguns danos, que serão atacados pelos mastócitos e pelas células anticorpos, resultando em mucos nas camadas mais profundas do pulmão, com a libertação das substâncias anti-inflamatórias.

Os processos da asma são bastante complexos, levanto a liberar mais neurotransmissores, típicos de um ataque de asma, gerando a constrição dos brônquios (broncoconstrição), o aumento da produção de muco nos mesmos e provocando edema da mucosa.

" Com o agravamento da doença e com o passar do tempo, os sintomas da asma podem se ampliar, criando alergia a outros agentes aéreos, provocando mais sintomas desagradáveis."

As respostas de defesa do organismo são normais, em pessoas sadias. No entanto, quando se apresenta a alergia, cria-se o problema da asma alérgica, como, por exemplo, na febre do feno, quando ocorre uma incompatibilidade de pólen com os anticorpos gerados pelo organismo da pessoa asmática, podendo, inclusive, provocar a neurodermatite, comumente observada durante ataques da asma alérgica, além da falta de ar e de outros sintomas típicos.

Fatos e dados interessantes sobre a asma alérgica

Alguns dados mostram os riscos da propagação da asma alérgica:

  • A asma alérgica apresenta-se com maior frequência em pessoas que sofrem com problemas de asma, atingindo mais de 70% dos casos;
  • Os especialistas estimam que, somente na Europa, existe um percentual entre 5 e 15% de pessoas da população total sofrendo com asma alérgica;
  • Nos Estados Unidos um contingente de pelo menos 15 milhões de pessoas sofrem com o problema;
  • A asma alérgica é mais comum, em pessoas do sexo masculino e de idade mais jovem, surgindo entre crianças e adolescentes;
  • A severidade da asma é geralmente mais elevada nos casos de asma alérgica do que em outros casos similares;
  • Pelo menos entre 25 a 40% das pessoas que sofrem com a febre do feno e não são tratadas, desenvolvem a asma alérgica com o passar do tempo.

As alergias podem desempenhar um importante papel na patogênese da asma alérgica e de outras doenças, devendo ser necessariamente levadas a sério. Para evitar um surto da doença ou para aliviar seus sintomas, é importante que uma pessoa alérgica possa se proteger dos alergênicos em sua vida diária.

As causas mais comuns de asma alérgica

Atualmente a medicina não pode responder satisfatoriamente à questão das causas de alergias e asma alérgica. Contudo, existem alguns pontos que têm sido descritos na literatura médica, apresentando alguns fatores que podem influenciar no seu surgimento.

O papel dos alergênicos

Os alergênicos são agentes presentes no ar que induzem a asma alérgica. Os estudos mostram a existência de muitas substâncias de ocorrência sazonal, como, por exemplo, o pólen, que provocam principalmente a asma alérgica, embora, mais comumente, possam gerar anticorpos que eliminam a doença.

Os alergênicos mais comuns incluem fios de pelo, como ocorre geralmente com a alergia aos pelos de gatos, alergias da poeira das casas provocadas por ácaros, pólen de flores, entre outros. Os mais conhecidos alergênicos são os seguintes:

  • Pelos, mais normalmente de gatos, embora existam pessoas alérgicas a pelos de cães, de cobaias, de hamsters ou de outros animais;
  • Ácaros da poeira presente nas residências ou em locais fechados;
  • Esporos de mofo, mais comumente encontrados no interior das residências;
  • Pólen de centeio;
  • Pólen de gramíneas;
  • Pólen de árvores, normalmente mais comuns em determinadas espécies.
  • Animais de estimação também podem desencadear asma?

    Os animais domésticos, infelizmente, são um dos principais agentes da asma alérgica e de outros tipos de reações alérgicas. Normalmente as pessoas com asma alérgica não pensam na possibilidade de que seus animais de estimação, como os gatos, por exemplo, possam provocar os sintomas da doença.

    A alergia pode ocorrer quando a pessoa está constantemente exposta aos estímulos externos, com a presença de pelos em sua própria casa. A aspiração ou ventilação frequente não são suficientes para eliminar todos os pelos deixados pelos animais e, com relação aos gatos, existe a agravante de que a saliva presente nos pelos (já que os gatos costumam se limpar com a língua) pode se tornar o agente alergênico provocador da alergia e, consequentemente, da asma alérgica.

    Em pessoas com asma alérgica, embora não seja uma atitude tão simples, é preciso separar o animal de estimação para que a doença não apresente seus sintomas com maior frequência.

    Porque é que a poeira doméstica tão onerosos para os pulmões?

    A asma alérgica surge com maior frequência no inverno, e existe uma razão lógica para esse fato. Uma das causas da asma alérgica é a poeira presente nas casas. Em primeiro lugar, podem ocorrer sintomas mais leves, como corrimento nasal ou ardor nos olhos. Contudo, se esses primeiros sintomas não forem tratados, eles podem ocorrer em cerca de 20 a 50% dos pacientes numa denominada "marcha alérgica", quando, depois de determinado tempo, a alergia vai passando numa transição imperceptível para a asma alérgica.

    " A asma alérgica ataca porque as partículas da poeira fina presente nas casas acaba irritando os brônquios das pessoas com alergia, de maneira permanente, levando à inflamação e ao inchaço."

    Como os produtos químicos podem desencadear asma?

    A maior parte das pessoas que mantém contato com produtos químicos não considera que isso pode ser prejudicial o suficiente para desencadear a asma alérgica. Contudo, os estudos demonstram que algumas profissões correm maior risco de desenvolver asma alérgica no profissional, uma vez que são constantemente expostos a produtos químicos alergênicos.

    Um estudo realizado na Inglaterra, contando com a participação de 7.400 pessoas, mostrou que os agricultores apresentam quatro vezes mais possibilidades de desenvolver asma alérgica em razão de contato com produtos químicos utilizados na lavoura, do que até mesmo cabeleireiros, que mantém contato com produtos químicos menos alergênicos.

    Como evitar alergênicos na vida cotidiana?

    Para evitar alergênicos na vida cotidiana existe uma série de coisas que a pessoa pode fazer, procurando sempre proteger seus pulmões. Assim, por exemplo, é de extrema importância manter a casa e o ambiente de trabalho sempre limpos e livres de poeira, pólen e ácaros, através do arejamento do ambiente e da aspiração do pó com regularidade.

    Se a pessoa tem alergia, também é importante ter um colchão especial antialérgico, evitando os estímulos provocados pela presença dos ácaros e de suas fezes.

    Uma pessoa que sofre de febre do feno deve ter maiores cuidados na temporada de pólen, evitando contato com o campo ou com regiões onde flores são mais frequentes.

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    Muitos asmáticos passam por uma experiência positiva e satisfatória quando se utilizam de umidificadores de ar, já que a umidade relativa do ar elimina a maior quantidade de agentes alergênicos, oferecendo um efeito calmante sobre os pulmões.

    O fumo (o tabagismo) deve ser evitado para não desenvolver alergia aos agentes da fumaça, bem como uma pessoa com alergia também deve evitar o tabagismo passivo tanto quanto possível, evitando os ataques da asma alérgica.

    Havendo sintomas de asma, o indivíduo deve fazer um teste de alergia abrangente, que possa demonstrar os agentes alergênicos que provocam os sintomas. Além dos agentes externos, no entanto, também devem ser consideradas as possíveis alergias com produtos alimentícios. Não se pode esquecer, por exemplo, que a histamina presente em muitos tipos de álcool podem ser agentes alergênicos, que contribuem para o desenvolvimento da asma alérgica.

    A febre do feno e asma alérgica – coexistem?

    Entre as alergias, o mais comum é falar sobre a febre do feno, o clássico produto agrícola que pode provocar alergias. No entanto, a alergia pode surgir a partir de vários tipos de pólen, que irritam as membranas mucosas das vias áreas. O resultado é sempre bastante conhecido, com olhos irritados e lacrimejantes, espirros frequentes, nariz escorrendo e entupido ou muito muco secretado de forma permanente.

    O revestimento dos brônquios difere apenas ligeiramente das membranas mucosas nasais, fazendo com que a correlação entre a febre do feno e a asma alérgica estabeleça uma conexão, produzindo ainda com mais rapidez os sintomas.

    A mucosa dos brônquios reage com materiais idênticos aos que reagem com a mucosa nasal. Na asma alérgica, ocorre o inchaço da mucosa dos brônquios e, como ocorre também no nariz, pode surgir aumento da secreção de muco, desencadeada pelos alergênicos. Com o inchaço e aumento do muco nas vias aéreas, a respiração é atacada.

    O organismo responde à dificuldade de respirar através da tosse, procurando liberar as vias aéreas. Eventualmente, a tosse é um sintoma contra a sensação de aperto no peito e a falta de ar suficientes para a oxigenação do organismo.

    O que pode ser feito contra o pólen?

    Entre 15 a 20% da população europeia sofre, pelo menos em certas épocas do ano, com a febre do feno. O pólen é o principal responsável, uma vez que pode provocar a alergia que, com o decorrer do tempo, levará aos sintomas da asma alérgica.

    Os primeiros sintomas da alergia ao pólen são uma comichão no nariz e ardência nos olhos, quando o pólen está presente no ar. Nessas situações, é importante considerar o uso de um spray nasal, anti-histamínico ou colírios, evitando o desenvolvimento da asma alérgica.

    Fatores ambientais e outras influências externas

    Não são apenas os agentes alergênicos que podem provocar a asma alérgica. Outros fatores ambientas e influências externas podem ser responsáveis pela alergia, como alguns aditivos na fumaça do cigarro, que amplificam a alergia, ou o frio, que pode atacar o sistema respiratório.

    Também os exercícios físicos e esforços são fatores de risco, e, além disso, existem alguns medicamentos que também podem provocar alergia, como é o caso do ácido acetilsalicílico e o diclofenac, que podem levar a uma asma momentânea.

    Outra questão central que pode ser considerada como causador da asma alérgica são os fatores hereditários. No caso de ambos os pais serem portadores de alergias, seus filhos correm um risco aumentado de apresentarem a asma alérgica. A medicina, no entanto, ainda não conseguiu demonstrar históricos familiares de casos de alergia em estudos de longo prazo.

    Além das características genéticas, como uma causa hereditária para a ocorrência de alergia e asma alérgica, os fatores ambientais também desempenham papel crucial para que uma pessoa desenvolva alergia. Está constatado através de estudos, que uma criança criada em ambiente de tabagismo passivo ou filha de uma mãe que fumou durante a gravidez, corre mais risco de desenvolver alergia.

    Uma casa livre de fumo, não só durante a gravidez, é um ambiente que reduz sensivelmente o risco de alergias.

    Outro fator de risco para o desenvolvimento de alergias é a higiene exagerada na infância, uma vez que impede a criança de desenvolver anticorpos suficientes para que seu sistema imunológico se defenda.

O diagnóstico e o tratamento da asma alérgica

Quando uma pessoa apresenta uma tosse frequente, deve analisar se possui asma alérgica ou se poderá desenvolver a doença. As predisposições familiares com relação a determinadas intolerâncias, ou alergias, deve ser verificada.

Uma criança a partir dos cinco anos de idade deve ter verificada sua função pulmonar através da espirometria, verificando a velocidade da respiração e sua capacidade de retenção de ar nos pulmões.

Um dos testes mais práticos para se constatar a alergia a alguns agentes é o teste cutâneo, verificando a quais alergênicos o paciente reage negativamente.

Com relação ao tratamento, é preciso distinguir entre a medicação em longo prazo e a necessidade de medicação. Além disso, também é preciso analisar a possibilidade de medicação de emergência, quando ocorrem os sintomas mais fortes da asma alérgica.

Os medicamentos de longo prazo são normalmente aplicados para combater as causas da asma alérgica. Com eles, a inflamação deve ser inibida e as reações exageradas das mucosas dos brônquios reduzida ante a presença de agentes alergênicos.

As funções pulmonares são melhoradas, os problemas respiratórios são reduzidos e a asma alérgica pode surgir com menor frequência.

De qualquer maneira, uma pessoa alérgica deve sempre evitar os agentes alergênicos para não passar por um surto de asma alérgica, como pelos de animais, poeira nas casas, presença de ácaros na cama, entre outras, garantindo que o ambiente em que esteja não tenha agentes alergênicos que o possam prejudicar.

Evitar a presença de umidade exagerada, com o risco de desenvolvimento de mofo também é um fator essencial para evitar a asma alérgica.

A asma alérgica é curável?

A medicina ainda não conseguiu descobrir um medicamento que possa curar definitivamente a asma. Com determinadas precauções e com alguns medicamentos paliativos, é possível a uma pessoa alérgica desfrutar de uma vida mais saudável.

É importante, portanto, que a pessoa alérgica encontre, através do seu médico, os medicamentos necessários para suas condições de alergia, ajudando o próprio sistema imunológico através de uma dieta saudável e evitando o quanto possível os agentes alergênicos.

Fontes:

Publicado em 31 de Maio de 2017.

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