Diabetes na gravidez (diabetes gestacional)

O diabetes na gravidez, ou diabetes gestacional, como é chamado, é uma das doenças mais comuns associadas a esse período na vida da mulher. Geralmente, quando a mulher sofre de diabetes durante a gravidez, ela é diagnosticada no princípio do período, desaparecimento normalmente após o nascimento da criança.

Os exames para detectar diabetes na gravidez devem ser feitos em todos os casos de mulheres grávidas, uma vez que a falta de detecção do problema pode trazer sérias consequências, tanto para a mãe quanto para a criança.

Gravidez e diabetes: definição e frequência

O diabetes gestacional, da mesma forma que outros tipos, é definido como uma desordem de tolerância à glucose, criando uma perturbação no metabolismo dos carboidratos, ocorrendo durante a gravidez e aumentando os níveis de açúcar no sangue, a hiperglicemia.

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Contudo, ao ser detectada, não se pode excluir a possibilidade de um diabetes pré-existente, que possa ter permanecido sem ter sido constatada sua presença.

O diabetes gestacional é uma forma especial do diabetes, sendo referido na medicina como DMG, ou Diabetes Mellitus Gestacional), considerado como o tipo 4 da doença. Na maior parte dos casos, o metabolismo do açúcar volta ao seu nível normal depois da gravidez, mas também pode continuar existindo, transformando-se no diabetes tipo 2 ou, em alguns casos, ser decorrente do diabetes tipo 1 que não tenha se manifestado anteriormente.

Diabetes na gravidez: fatores de risco, causas e sintomas

Existem determinados casos que são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes gestacional:

  • Em situações de abortos repetidos;
  • Em histórico familiar de diabetes;
  • Em casos de nascimentos anteriores com crianças acima de 4 kg;
  • Em gravidez anterior onde ocorreu o diabetes gestacional;
  • Em casos de excess de peso da mãe, com índice de massa corporal (IMC) superior a 27;
  • Em casos de malformações da criança em gravidez anterior.

Principais características de risco de diabetes durante uma gravidez

Existem ainda alguns casos específicos de desenvolvimento do diabetes na gravidez, que podem ocorrer diante de determinadas situações, tais como:

  • Ganho de peso excessivo;
  • Idade acima de 35 anos;
  • Detecção de glucose na urina;
  • Aumento da quantidades de fluido amniótico;
  • Presence de determinados doenças, como a síndrome de ovário policístico;
  • Uso de medicamentos que apresentam impacto negativo sobre a insulina.

Causas do diabetes gestacional

O desequilíbrio hormonal feminino apresenta grande impacto sobre as alterações do metabolismo de açúcar no sangue durante a gravidez. Assim, por exemplo, hormônios como a prolactina, o cortisol, o estrogênio e a progesterona podem ser produzidos de forma diferenciada, atuando como um contrapeso para a insulina no organismo.

Durante a gravidez, trata-se de uma situação normal, quando os hormônios e as necessidades da placenta costumam elevar os níveis de açúcar no sangue materno.

Isso ocorre porque, de forma instintiva, o organismo quer garantir que o feto tenha nutrientes suficientes. Devido ao aumento de açúcar no sangue, o pâncreas da mãe procura neutralizar o seu excesso, produzindo mais insulina para trazer os níveis de açúcar ao normal.

No diabetes gestacional, no entanto, o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente para reduzir os níveis de açúcar e, dessa forma, ele permanece na corrente sanguínea, não sendo sintetizado em razão da falta de insulina.

Mudanças na nutrição durante a gravidez também apresentam efeitos diferenciados sobre os níveis de açúcar no sangue. O aumento de glicose no sangue pode aumentar especialmente depois das refeições, já que a insulina leva cerca de 15 minutos para ser produzida em quantidade suficiente para manter os níveis normais de glicose, sendo especialmente baixa no início da gravidez.

Deficiência relativa de insulina

As mulheres obesas e as de mais idade são capazes de, naturalmente, aumentar a produção de insulina durante a gravidez, mas pode ocorrer de as células do corpo não responderem adequadamente ao hormônio, o que serve para aumentar os níveis de açúcar no sangue.

A insulina humana

Na medicina, essa situação é definida como uma deficiência relativa de insulina.

Uma das causas mais frequentes é relacionada à dieta incorreta. Quando a mulher grávida come muitos carboidratos, pode oferecer um excelente motivo para o diabetes gestacional se manifestar.

Com a ingestão de muitos carboidratos, o organismo não consegue produzir insulina suficiente para manter os níveis adequados de açúcar no sangue e, portanto, em vez de fazer uso de carboidratos de cadeia longa, a mulher deve procurar se alimentar de carboidratos complexos, com grãos integrais, aveia, arroz integral e macarrão de trigo integral.

Os sintomas típicos do diabetes gestacional

Na maior parte dos casos, o diabetes gestacional pode ocorrer sem sintomas. Uma vez que o organismo feminino muda muito durante essa fase, o diabetes gestacional pode passar despercebido, o que significa que a pessoa afetada pode não apresentar os sinais mais comuns, como sede extrema ou micção frequente.

Contudo, o diabetes gestacional pode apresentar outros sintomas, como pressão sanguínea elevada ou infecções no trato urinário. Muitas vezes, um maior aumento na quantidade de fluido amniótico, ou quando a criança apresenta um surto de crescimento anormal, podem indicar a presença de diabetes. Em alguns casos, o desenvolvimento dos pulmões na criança pode ser prejudicado.

Histórico do diabetes e consequências do não tratamento na gravidez

Embora o diabetes gestacional possa não provocar sintomas perceptíveis, a doença pode trazer sérios riscos tanto para a mãe quanto para a criança.

Consequências para a criança

As possíveis consequências para a criança durante uma gravidez gestacional são as seguintes:

  • Anormalidades nos rins, no coração e na coluna vertebral;
  • Peso elevado ao nascer, podendo chegar ou passar dos 4 kg;
  • Transtornos no desenvolvimento fetal, não deixando amadurecer de forma correta o fígado e os pulmões;
  • Icterícia ao nascer;
  • Dificuldades na respiração;
  • Hipoglicemia.

Em longo prazo, a gravidez gestacional também pode provocar na criança:

  • Obesidade;
  • Diabetes mellitus tipo 1;
  • Síndrome metabólica.

Caso o diabetes mellitus gestacional seja detectado no início, no entanto, os riscos de possíveis complicações, tanto ao nascer quando em longo prazo podem ser reduzidos e eliminados.

Consequências para a mãe grávida com diabetes gestacional

As consequências mais graves para uma mulher grávida com diabetes gestacional podem se apresentar da seguinte forma:

  • Bebê natimorto;
  • Aborto espontâneo;
  • Trabalho de parto prematuro;
  • Complicações durante o parto;
  • Necessidade de cesariana;
  • Possibilidade de uso de fórceps durante o parto.

Em longo prazo, a mulher que teve diabetes gestacional pode passar pelas seguintes condições:

  • Continuidade e desenvolvimento de diabetes, agora no tipo 2;
  • Nova diabetes em future gravidez.

Diagnóstico do diabetes gestacional

Toda e qualquer mulher grávida deve se submeter a teste de tolerância à glicose (OGTT) entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez. Se os resultados dos testes apresentarem qualquer anormalidade, como açúcar na urina, ou se forem constatados alguns sintomas, como criança em tamanho maior que o normal para a idade, ou se a mulher tiver algum fator de risco ou ainda apresentar sinais típicos de diabetes mellitus clássico, o tratamento deve ser iniciado imediatamente.

Teste de triagem do diabetes mellitus

O teste de triagem para detecção de diabetes gestacional é realizado independentemente do consumo de alimentos e da hora do dia, fazendo a medição do plasma venoso.

A mulher deve tomar uma solução de 50 g de glucose anidra dissolvida em 200 ml de água para essa medição. Uma hora depois, deve ser feito o teste de açúcar no sangue. Caso os níveis sanguíneos apresentem açúcar na dosagem maior ou igual a 135 mg/dl, o teste está oferecendo diagnóstico positivo, exigindo um novo exame, com 75 g de glucose.

Teste de tolerância à glicose

O segundo teste inclui três medições de glucose no sangue a partir do sangue capilar e deve ser feito com o estômago vazio, pela manhã. Em primeiro lugar, o nível de açúcar no sangue é captado enquanto em jejum. Depois disso, a mulher deve tomar uma solução de 75 g de glucose misturada a 300 ml de água potável.

Uma hora mais tarde, realiza-se um segundo exame e, duas horas depois dessa medição, deve ser feita uma terceira.

No caso de ainda apresentar níveis elevados de açúcar no sangue, o diagnóstico mais provável é que a mulher esteja com diabetes gestacional, havendo a necessidade de exames adicionais pelo médico.

Quando a mulher deve fazer o teste para o diabetes gestacional

O teste do diabetes gestacional é recomendado especialmente para mulheres com mais de 30 anos e para aquelas que pertençam a algum grupo de risco, como, por exemplo, mulheres que estejam acima do peso, que já tenham histórico de diabetes na família, que já tiveram diabetes gestacional ou que apresentaram casos de abortos espontâneos anteriormente.

O rastreio de diabetes gestacional deve ser feito normalmente entre as semanas 24 e 28 da gravidez. Contudo, em situações de grupos de risco, poderá ser feita antes da concepção, entre as semanas 12 e 14 da gravidez e, finalmente, entre as semanas 30 e 32.

Terapia, tratamento e prevenção do diabetes gestacional

O objetivo do tratamento do diabetes gestacional é reduzir os níveis de açúcar no sangue, fazendo com que voltem aos níveis normais. Na maior parte das vezes essa condição é atendida através da mudança na alimentação, com a inclusão de carboidratos pobres e exercícios físicos. Em aproximadamente 30% dos casos, contudo, torna-se necessário partir para a terapia de insulina.

O diabetes gestacional deve ser detectado de forma precoce para oferecer melhores condições de saúde para a mãe e para a criança. De forma geral, é perfeitamente adequado, no primeiro momento, mudar a alimentação e fazer exercícios físicos regularmente.

A mulher grávida com diabetes gestacional deve evitar sobremesas, sucos e carnes gordas, incluindo em sua alimentação frutas e vegetais frescos, saladas, água e produtos lácteos com baixo teor de gordura.

Na segunda metade da gravidez, normalmente, o organismo demanda mais ingredientes para gerar nutrientes para a criança e, seguindo os procedimentos de forma correta, é possível evitar o diabetes gestacional sem precisar da terapia de insulina.

No segundo e terceiro mês de gravidez, a mulher grávida precisa de aproximadamente 30 kcal por quilograma de peso por dia. Com um índice de massa corporal de 27, recomenda-se apenas 25 kcal de calorias por quilo diariamente.

Os carboidratos não podem passar de 40 a 50% das calorias diárias e a mulher deve evitar ao máximo o consumo de açúcar. Como os açúcares conduzem ao aumento mais rápido de glicose no sangue, é uma necessidade evita-los para não correr riscos de uma situação mais grave de diabetes mellitus gestacional.

Além disso, a mulher deve praticar esportes adequados à sua condição, uma vez que a atividade física ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue.

O tratamento contra diabetes gestacional deve ser monitorado nos casos mais graves, utilizando um medidor. Com a dieta correta e com a prática de esportes, a mulher com diabetes gestacional mais acentuada terá condições de conduzir a gravidez com tranquilidade. Caso contrário, deverá fazer uso da insulina.

Schwangerschaftsdiabetes

Para descartar qualquer risco de continuidade do diabetes após o nascimento do bebê, a mulher que apresentou o problema deve fazer exames regulares até constatar não estar mais com a doença.

No caso de, mesmo assim, a mulher continuar apresentando elevados níveis de açúcar no sangue, deverá consultar um médico para começar um tratamento suave de insulina.

Fontes:

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