Consequências da clamídia não tratada

A clamídia é uma doença sexualmente transmissível, ou DST, bastante comum no mundo todo. Muitas vezes é uma doença silenciosa, podendo afetar tanto homens quanto mulheres, o tratamento para a essa doença é bastante simples. No entanto, se não receber a devida atenção, pode provocar inúmeros problemas graves de saúde.

Embora a clamídia seja uma doença que ataca homens e mulheres, a maior parte dos casos é constatado em mulheres, principalmente aquelas em idade ativa sexualmente, normalmente de 18 a 24 anos. Isso ocorre porque o colo do útero de mulheres jovens é mais vulnerável à clamídia do que em mulheres com mais idade.

Encontre nessa página os riscos da clamídia não tratada e a devida atenção que a doença deve receber.

Relação das doenças sexualmente transmissíveis

A clamídia, como já informamos anteriormente, é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais silenciosas, sendo bastante comum e merecendo todos os cuidados, já que, se não tratada, pode provocar infertilidade e inúmeros outros problemas. Veja abaixo a sua relação com outras doenças do mesmo gênero.

É geralmente aceito como regra que ter uma doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) aumenta o risco de uma pessoa de contrair o HIV, tanto por razões biológicas como comportamentais. De acordo com a pesquisa, as DSTs, como a sífilis e a gonorréia, não só proporcionam acesso mais fácil ao HIV às células e tecidos vulneráveis do corpo, a co-infecção por DST aumenta a infectividade da pessoa com HIV, tornando-as mais propensas a transmitir o vírus a outras pessoas.

É difícil, no entanto, estabelecer uma relação clara entre todas as doenças sexualmente transmissíveis, o que se sabe é que obter uma doença o torna vulnerável a adquirir outras com mais facilidade por uma questão de imunidade. Algumas pesquisas estabeleceram relação direta da clamídia com algumas doenças.

Doença inflamatória pélvica (PID) e Clamídia

A PID, ou doença inflamatória pélvica, é uma infecção sexualmente transmissível. As bactérias que provocam a gonorreia e a clamídia são as principais responsáveis pela PID. As bactérias que provocam a doença inflamatória pélvica podem se locomover através da vagina e do colo do útero, atingindo as trompas e o ovário, causando a infecção.

Trompa de Falópio PID

A doença inflamatória pélvica é uma inflamação que acontece no revestimento do útero, das trompas ou ovários. A inflamação é decorrência de uma infecção viral, provocada por fungos ou bactérias, principalmente aquelas responsáveis pela clamídia e pela gonorreia.

A cicatrização, adesão e infertilidade podem ocorrer em razão da PID que, quando diagnosticada, deve ser tratada imediatamente

Relação com a Clamídia

A clamídia é uma DST bacteriana e a bactéria que a provoca a é uma das responsáveis pela doença inflamatória pélvica. Se uma pessoa infectada com a clamídia não fizer corretamente o tratamento, eliminando a bactéria de seu organismo, pode contrair a PID, trazendo ainda mais problemas para sua saúde.

Infecção perto dos testículos (epididimite) e Clamídia

Homens de qualquer idade podem contrair a epidimite, que, normalmente, é provocada por uma infecção bacteriana, inclusive qualquer infecção derivada de doenças sexualmente transmissíveis, como é o caso da gonorreia e da clamídia. Em alguns casos, o testículo pode ser afetado, gerando o que é conhecido como epidídimo orquite.

Complicações das DST nos homens

A infecção perto dos testículos, ou epidimite, é uma inflamação no epidídimo, o tubo espiralado que está localizado na parte de trás do testículo, responsável pelo armazenamento e transporte do esperma.

A epididimite pode ser provocada por diversos fatores, como as DST, que são a causa mais comum em homens jovens e sexualmente ativos, ou por outras infecções bacterianas do trato urinário e da próstata, também comuns em homens sexualmente ativos. A infecção, quando ocorre, pode se espalhar até o epidídimo.

Em casos mais raros, a epididimite pode ser provocada por determinados medicamentos para problemas cardiovasculares ou quando a urina flui para trás, em virtude de trabalho pesado ou de deformações orgânicas. Raramente a infecção pode ser provocada por tuberculose ou por traumas na região.

Relação com a clamídia

Como acontece na mulher, quando a clamídia pode atacar o útero, as trompas e ovários, no homem também a clamídia pode evoluir e se espalhar, atingindo os órgãos mais próximos da região genital e que dela participam. O testículo faz parte do conjunto genital masculino e, portanto, também pode ser vítima da clamídia.

Infecções em recém-nascidos

Logo depois do parto, o recém-nascido pode contrair conjuntivite ou problemas pulmonares. As infecções em recém nascidos podem ser decorrentes de doenças sexualmente transmissíveis, infectando o bebê com as bactérias que contaminaram sua mãe.

Durante o parto, o bebê pode entrar em contato com bactérias de sua mãe, se ela estiver contaminada com alguma doença sexualmente transmissível, como é o caso de clamídia e gonorreia.

Logo ao nascer, o bebê deve receber colírio nos olhos, evitando a conjuntivite ou a cegueira, se o problema não for adequadamente tratado.

A infecção em recém-nascidos acontece durante a passagem pelo canal do parto, havendo casos constatados de bebês que contraíram a clamídia até mesmo em partos cesáreos, com o antecedente de ruptura prematura da membrana amniótica e mesmo depois do nascimento, em contato com a mãe.

Relação com a clamídia

A infecção com a clamídia atinge todos os órgãos da genitália feminina, chegando ao útero, às trompas e aos ovários. Com isso, a sua transmissão para o bebê durante o parto é uma ocorrência comum, exigindo que a mãe, mesmo assintomática, passe por todos os exames pré-natais necessários.

Infecção da próstata e Clamídia

A infecção da próstata é uma inflamação nesse órgão integrante da genitália masculina, localizada logo atrás da bexiga. A próstata é a responsável pela produção de sêmen, o fluido que auxilia na nutrição e no transporte dos espermatozoides.

A inflamação na próstata pode provocar uma série de sintomas, como necessidade urgente e constante de urinar, pode provocar dor ou queimação durante a micção e pode ser acompanhada de dores lombares, pélvicas ou nos testículos.

A medicina constatou a existência de quatro tipos de infecção da próstata: a bacteriana aguda, a bacteriana crônica, a não bacteriana e a assintomática.

A infecção mais difícil de ser tratada é a não bacteriana, já que exige diferentes tipos de intervenção. No caso da prostatite assintomática, não é necessário qualquer tratamento.

A infecção da próstata apresenta sinais e sintomas de início, que podem ser vistos como naturais, podendo se agravar com o tempo. Os principais causadores da infecção da próstata são microrganismos de doenças sexualmente transmissíveis, que atingem esse órgão e o contaminam.

Relação com a Clamídia

A infecção da próstata é um problema decorrente da infecção pela clamídia, quando esta não é devidamente tratada. A prostatite pode provocar infertilidade masculina, devendo ser convenientemente cuidada sempre que houver uma ocorrência da clamídia.

Infertilidade e Clamídia

O processo de infecção da clamídia, na mulher, pode obstruir as trompas ou evitar que o óvulo fecundado consiga chegar ao útero, provocando a gravidez tubária, que pode resultar no rompimento das trompas, gerando hemorragia interna. Esse é um quadro de emergência, que exige imediata intervenção cirúrgica. Na maior parte dos casos, a trompa acometida pela clamídia precisa ser extirpada.

Clamidia e infertilidade

No homem, a clamídia pode provocar inflamação nos testículos, levando à redução da produção de espermatozoides na quantidade e qualidade necessárias para fertilizar o óvulo.

No caso de progressão da clamídia, impossibilitando o tratamento com medicamentos, a alternativa para a mulher é recorrer à fertilização in vitro.

Relação com a clamídia

Tanto para o homem quanto para a mulher, a clamídia é um grave problema quando se trata de infertilidade. O não tratamento correto e completa eliminação das bactérias do organismo podem provocar a infertilidade que, em alguns casos, é completamente irreversível.

Artrite reativa e Clamídia

A artrite reativa ou chlamydia reumatoide é uma doença das articulações provocada pela infecção por clamídia. A doença é parte da denominada tríade de Reiter, que apresenta também uretrite e conjuntivite, sendo a causa mais frequente de artrite reativa.

A artrite reativa ataca normalmente pessoas em idade sexualmente ativa, correspondendo às idades entre 20 e 45 anos. Os homens são mais propensos a desenvolver o quadro clinico, enquanto que as mulheres podem não apresentar sintomas.

A artrite reativa é uma doença articular estéril. O processo inflamatório envolve as cartilagens e ossos a ela adjacentes, os tecidos moles, como tendões e músculos, provocando intensa dor nas articulações.

Relação com a clamídia

Como observamos anteriormente, a clamídia, entre outras doenças graves, pode provocar a artrite reativa, gerando sérias consequências para o seu portador. Trata-se de uma bactéria poderosa, que precisa ser tratada devidamente quando diagnosticada, exigindo também que pessoas que mantém relações sexuais com parceiros diferentes façam exames periódicos.

Tratamento da clamídia

O tratamento da clamídia deve ser feito com uso de antibióticos, seguindo a recomendação médica para dosagem e para tempo de uso. Durante o tratamento, o paciente não deve manter qualquer tipo de contato íntimo, devendo seu parceiro também passar por exames e, quando constatada a presença da bactéria, seguir o mesmo tratamento. No caso de não estar contaminado, deve evitar o contato para não contrair a doença. Os antibióticos normalmente prescritos são Azitromicina e Doxiciclina.

A azitromicina é um antibiótico do tipo macrólido. Ele funciona impedindo as bactérias de produzir proteínas que são essenciais para sua sobrevivência. Sem estas proteínas as bactérias não podem crescer, replicar e aumentar em número. Azitromicina, portanto, pára a propagação da infecção e bactérias restantes morrem atacadas pelo sistema imunológico do corpo humano.

Doxiciclina funciona de maneira similar a Azitromicina, é um tipo de antibiótico chamado tetraciclina. Ele limpa as infecções por interferir na capacidade das bactérias para produzir proteínas que são essenciais para elas. Sem estas proteínas as bactérias não podem crescer, multiplicar e aumentar em número.

Tratamento Administração Princípio Activo Duração Posologia Saiba mais
Doxiciclina embalagem de Doxiciclina
Cápsulas Doxiciclina 7 dias 2 vezes/dia Consulta
Azitromicina Embalagem de Azitromicina
Comprimidos Azitromicina 1 dia Dose única Consulta

Embora seja uma bactéria que provoque tantos problemas orgânicos, a clamídia tem um tratamento bastante simples, podendo ser feito através do uso de Azitromicina, em dose única de 1 mg, tomando-se dois comprimidos do medicamento de 500 mg de uma só vez.

No caso de clamídia anorretal, recomenda-se a Doxiclina como tratamento. Havendo dois tipos de infecção, tanto anal quanto vaginal ou peniano, ambos os medicamentos devem ser usados simultaneamente.

Durante o tratamento, o paciente deve permanecer pelo menos uma semana sem qualquer atividade sexual. No caso de pacientes que apresentam linfogranuloma venéreo ou infecção anal, o tratamento deve ser feito por mais tempo, com acompanhamento médico.

Outras infecções sexualmente transmissíveis e como preveni-las

As infecções sexualmente transmissíveis, ou IST, são provocadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Sua transmissão acontece principalmente através do contato sexual, através da vagina, do ânus ou da boca, quando uma pessoa infectada não usa preservativos.

Uma pessoa infectada pode até não apresentar os sintomas da doença, podendo passar o agente causador para uma pessoa saudável. Os sintomas de uma DST normalmente se manifestam através de feridas nas regiões genitais ou orais, em corrimentos, bolhas ou verrugas genitais.

Existem doenças que podem não apresentar sintomas, tanto no homem como na mulher, a clamídia, por exemplo é uma delas, por isso é importante que mesmo com uso de preservativos o individuo passe por consultas periódicas, principalmente para quem aqueles que mantém relações sexuais com diversos parceiros.

As doenças sexualmente transmissíveis, quando não diagnosticadas e tratadas em tempo hábil, podem evoluir para situações mais graves, podendo gerar infertilidade, cancro e mesmo a morte.

A forma mais prática de evitar contaminação por uma doença sexualmente transmissível é usar preservativos em todas as relações sexuais. O uso de preservativo reduz o risco de transmissão não apenas das DST como também do vírus da AIDS, o HIV.

Outra forma de contaminação de DST é através da transfusão de sangue contaminado ou pelo compartilhamento de seringas e agulhadas, principalmente quando a pessoa infectada faz uso de drogas injetáveis.

Entre as doenças sexualmente transmissíveis, algumas delas podem ser transmitidas para o feto ou para o bebê pela mãe contaminada, durante a gravidez e o parto. No caso específico da AIDS, a contaminação também pode ocorrer na amamentação.

Fontes:

Publicado em 18 de Abril de 2017.

Como Funciona
Escolha o Medicamento
Preencha o Formulário Médico
O médico emite a sua prescrição
Medicamento é enviado da farmácia
Entrega gratuita