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Será o Lybrido a solução para as mulheres com disfunção sexual?

Postado a: Saúde Feminina 30 Jan, 2014

O Lybrido, também apelidado de Viagra feminino, encontra-se neste momento em ensaios clínicos que visam a avaliação dos seus efeitos na libido feminina. Este tratamento destina-se às mulheres com disfunção sexual feminina, permitindo um aumento do desejo sexual e uma maior facilidade em atingir o orgasmo durante a relação.

A quem se destina?

Cerca de 43% das mulheres a certa altura das suas vidas irão sofrer de baixo desejo sexual, o que terá um impacto na sua relação e na sua vida pessoal. O Lybrido está indicado para estas mulheres, sendo aquelas que estão numa relação monogâmica e com o mesmo parceiro à mais tempo, o público alvo deste tipo de tratamento.

Como actua o Lybrido?

O Lybrido aumenta a resposta sexual psicológica da mulher, permitindo um aumento da lubrificação e da circulação sanguínea para os órgãos genitais. Ao contrário do Viagra sildenafil, cujos efeitos no sexo masculino se focam na circulação sanguínea, o Lybrido afecta o maior órgão sexual feminino, o cérebro. Uma das substâncias presentes na sua composição é a buspirona, que aumenta os níveis de serotonina no cérebro.

Que alterações este tratamento pode motivar?

Algumas opiniões médicas criticam as alterações a que o Lybrido pode levar na sociedade e a nível familiar. Tal como a pílula, cujo impacto na vida sexual da mulher veio revolucionar a forma como o sexo era encarado, aumentando o seu poder contraceptivo e focando-se mais no prazer, o Lybrido permite revolucionar a sexualidade humana, podendo vir a aumentar o distanciamento social, a desvalorização do sexo e aumentar os casos de infidelidade.

Por outro lado, um tratamento que aumente a libido feminina, camufla também as causas do baixo desejo sexual na mulher. A sexualidade é bem mais complexa na mulher do que no homem e o baixo desejo sexual pode ser um sinal de condições como a depressão, a ansiedade e o stress, que permanecerão por tratar se não for identificada a causa do problema. Um comprimido não poderá de nenhuma forma ser a solução para uma relação conturbada, problemas no trabalho ou outras causas que possam estar a influenciar o desejo sexual feminino.

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