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Osteoporose na Menopausa

Postado a: Saúde Feminina 22 Jun, 2015

A osteoporose caracteriza-se pela diminuição da massa óssea e deterioração da estrutura microscópica do osso. Normalmente desenvolve-se de forma gradual provocando uma dor crónica, que dificulta a execução das atividades do dia-a-dia, e mais tarde pode comprometer a independência do doente. Para além influenciar muito a qualidade de vida, a osteoporose aumenta o risco de fratura óssea, com ou sem ocorrência de trauma.

Existem diversas razões e classificações para a osteoporose, mas na esmagadora maioria dos casos a doença manifesta-se em idosos, e principalmente nas mulheres.

Como se desenvolve

O osso está em constante formação e degradação (reabsorção óssea), e é da velocidade de cada um desses processos que depende a variação da massa óssea.

Aproximadamente até aos 25 anos, a massa óssea aumenta, tanto nos homens como nas mulheres. No entanto, a partir dessa idade, passa a existir um equilíbrio entre a formação e degradação de osso, o que mantém a massa óssea constante aproximadamente até aos 40 anos. Com o passar do tempo, a velocidade de degradação do osso passa a ser superior à sua velocidade de formação, o que resulta numa redução gradual da massa e densidade mineral óssea ao longo da vida.

Porquê na menopausa?

Na verdade, a massa óssea é relativamente menor nas mulheres do que nos homens, mesmo no seu auge (por volta dos 25 anos).

Por outro lado, durante a menopausa há uma redução gradual e fisiológica do funcionamento dos ovários, em que não só deixa de haver a libertação mensal de óvulos, mas também da produção de estrogénios, que nas mulheres são maioritariamente produzidos por estas glândulas. Os estrogénios são hormonas que normalmente se encontram em concentrações mais elevadas no sexo feminino, e têm entre muitas funções, a de reduzir a reabsorção óssea, que favorece a degradação do osso. Acredita-se que estas hormonas possam estar igualmente envolvidas na estimulação da formação do osso.

Como prevenir e travar a progressão

A redução da massa óssea pode ser atenuada pela prática de exercício físico uma vez que o impacto com o solo estimula a formação de osso, principalmente nas primeiras décadas de vida. Adicionalmente, uma ingestão de cálcio adequada, aliada à produção de vitamina D, obtida maioritariamente através da exposição solar, fornecem dois componentes essenciais à manutenção do osso.

Pelo contrário, determinados hábitos, como o tabagismo, a ingestão recorrente de álcool ou a toma de glucocorticoides, podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença.

Em idades mais avançadas, o abrandamento da degradação óssea só é possível recorrendo a medicamentos, cuja prescrição depende da avaliação médica da severidade da doença, e dos locais do corpo mais afetados. Este diagnóstico faz-se com com recurso a exames complementares, que podem passar por densitometria, análises clínicas, entre outros. Por a osteoporose ser mais frequente em mulheres pós-menopáusicas, os tratamentos hormonais de substituição que visam atenuar os sintomas desagradáveis desta condição, também têm efeitos a nível da densidade óssea, uma vez que contêm estrogénios artificiais na sua composição, que substituem os estrogénios perdidos durante a menopausa.

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