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Relação entre o Cancro Oral e o Tabagismo

Postado a: Saúde Geral 11 Dec, 2013

O cancro oral é responsável pela morte de três pessoas todos os dias em Portugal, sendo influenciado por factores externos como o álcool e o tabaco. Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, o cancro oral tem uma elevada taxa de incidência, com o aparecimento de novos casos todos os anos e uma sobrevida baixa devido à maioria dos diagnósticos serem feitos numa fase avançada da doença.

O cancro inicia-se por uma alteração na estrutura do DNA, conhecida como mutação, alterando as funções de crescimento das células, o que significa que existe um crescimento celular quando este não deveria ocorrer. O cancro oral pode desenvolver-se na língua, nos lábios, gengivas e restante boca.

Causas do cancro oral

O cancro oral, tal como a maioria dos cancros, está dependente de factores externos como o álcool, a infecção pelo HPV (vírus do papiloma humano) igualmente responsável pelo aparecimento de verrugas genitais, a dieta, especialmente quando esta é rica em carne vermelha e fritos e acima de tudo o tabagismo, principalmente quando este é associado ao consumo de álcool.

A evidência demonstra que fumar 40 cigarros por dia aumenta o risco de cancro oral em cinco vezes, porém, quando o tabagismo está associado ao consumo de álcool, especialmente ao consumo exagerado, o risco sobe para 38 vezes relativamente à probabilidade de desenvolver cancro oral.

O papel do tabaco

O tabaco, apesar de todas as outras causas, continua a ser o principal responsável pelo aparecimento do cancro oral. Independentemente das diferentes formas de apresentação como os cigarros, as cigarrilhas, o tabaco para cachimbo e o tabaco de mascar, todos contêm toxinas, carcinogéneos e nicotina, contribuindo para o aumento do risco.

Os cigarros são a forma de tabaco mais comum, contendo mais de 60 carcinogéneos diferentes e sendo responsáveis por 80% dos casos de cancro oral.

No caso dos fumadores de cigarrilhas ou cachimbo, o risco de cancro da cabeça e pescoço é ainda maior do que o dos fumadores de cigarros, sendo este risco proporcional à longevidade do vício e ao número de vezes por dia em que é feito o consumo.

Tal como o cachimbo, o tabaco de mascar leva ao aparecimento de cancro oral nas suas áreas de contacto, nomeadamente nas bochechas, gengivas e lábios, para além de contribuir para a doença periodontal, a descoloração dos dentes e o mau hálito.

Prevenção do cancro oral

A cessação tabágica leva a uma diminuição do risco do cancro oral. Entre um a quatro anos após a cessação, o risco de cancro oral desce 35%, quando comparado com o risco de um fumador. Cerca de 20 anos ou mais após a cessação tabágica, o risco é reduzido ao ponto de ser o mesmo de um não fumador.

Deixar de fumar pode ser uma tarefa complicada, contudo, deve pensar nos benefícios para a sua saúde para conseguir levar a sua decisão avante. Ficam algumas dicas para tornar esta acção mais fácil:

  • Pense nos motivos porque quer deixar de fumar
  • Escolha um momento calmo e livre de stress para iniciar a cessação tabágica
  • Peça apoio à sua família, amigos ou procure mesmo ajuda médica para que a sua tentativa seja bem sucedida
  • Descanse o suficiente e siga uma dieta equilibrada para que o desejo de fumar seja reduzido
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