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Os perigos (ainda maiores) de fumar com asma

Postado a: Saúde Geral 27 Jul, 2015

A asma é uma doença com uma forte componente alérgica, e por isso as crises de dispneia (dificuldade a respirar) que provoca são intermitentes, e podem ter uma frequência variável. Estas crises tendem a acontecer quando o doente inala alguma substância que irrita as suas vias respiratórias, e cada asmático é sensível a um conjunto substâncias em particular, designadas por alérgenos, cuja origem pode ser variada. É comum encontrar asmáticos que reagem ao pó, aos ácaros, ao pelo de animais ou até mesmo a alguns perfumes. No entanto, o tabaco é uma das substâncias mais irritantes para a maioria dos doentes, na maioria das vezes pela simples inalação de fumo. Contudo, alguns asmáticos (aqueles que conseguem) continuam a fumar, expondo-se diariamente aos malefícios do tabaco.

Para além de poder despoletar novas crises, o tabaco acelera significativamente a deterioração das vias respiratórias destes doentes, que por si só já se encontram fragilizadas.

Lesão das vias respiratórias

A simples inalação do fumo, por qualquer pessoa, faz com que este seja conduzido do trato respiratório superior ao inferior, e desencadeie uma resposta inflamatória. Os glóbulos brancos aí presentes reconhecem o fumo como sendo estranho, e libertam diversas substâncias para o "combater". Nesse conjunto de compostos incluem-se os radicais livres, que no caso da exposição ao tabaco ser frequente lesionam as células da árvore brônquica. No caso do fumador ativo, a quantidade de fumo inalado é bastante superior.

Adicionalmente, o tabaco lesiona também os cílios das vias respiratórias, responsáveis por remover as diversas impurezas inaladas. Estas estruturas de defesa são muito importantes na prevenção da acumulação de pó e muco, e por isso o dano ciliar promove a acumulação destes resíduos. É de notar que o asmático sofre de um processo inflamatório quase permanente, e por isso apresenta uma hiperprodução de muco.

Mais sintomas, e mais frequentes

Tendo em conta o tópico anterior, é fácil compreender de que forma o tabaco aumenta a frequência das crises no asmático. O fumo irrita as vias respiratórias que já se encontram inflamadas. Por outro lado, o organismo tenta eliminar estas partículas produzindo ainda mais muco que as transporte, mas este já se encontra em quantidades excessivas. Uma vez que os cílios responsáveis pela sua eliminação não funcionam eficientemente, as vias respiratórias ficam parcialmente obstruídas, e em caso de broncospasmo (contração dos brônquios) dá-se uma crise.

Mais medicação

A asma pode ser controlada com recurso a medicação e/ou evitando a exposição a substâncias sensibilizantes. Contudo, se este último ponto não é devidamente acautelado, como acontece no fumador, poderá vir a ser necessário aumentar a dose ou até mesmo o número de medicamentos tomados.

Desenvolvimento de DPOC

A DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica) consiste numa obstrução das vias respiratórias, que é pouco reversível com mediação. Ao contrário da asma, na DPOC não é o muco ou a contração das vias respiratórias que diminui o seu diâmetro, mas sim o engrossamento das suas paredes, causado por fibrose. A fibrose resulta em grande parte da inflamação prolongada, e por isso um fumador asmático tem um sério risco de desenvolver esta doença.

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