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Suplementos vitamínicos - Tomar ou não tomar?

Postado a: Saúde Geral 07 Aug, 2015

Os suplementos vitamínicos não devem ser percebidos como substitutos da alimentação, uma vez que nunca conseguirão conter a imensa variedade e qualidade de nutrientes contida em cada um, e no conjunto dos alimentos. Contudo, em situações de carência ou na impossibilidade de fazer uma melhor alimentação, estes podem ser muito úteis.

São bastante utilizados, muitas vezes até por recomendação do próprio médico, mas nos últimos anos tem-se questionado a sua eficácia, e sobretudo a sua segurança, quando tomados de forma regular, excessiva ou em substituição de um regime alimentar equilibrado.

Multivitamínicos

Estes suplementos são talvez os mais criticados e há muitos estudos que levantam dúvidas relativamente à vantagem da sua toma. Nestes estudos, que incluem um elevado número de participantes, não se conseguiu comprovar nenhum benefício na toma diária de um multivitamínico para saúde em geral, nem para o aumento da esperança média de vida.

Ultimamente, têm sido também levantadas questões relativamente à sua segurança.

Primeiro, porque estes suplementos contêm uma grande variedade de vitaminas e sais minerais, que raramente se assemelham às necessidades de todos aqueles que os tomam. Assim, no caso de não haver carências de algumas vitaminas contidas no suplemento e em conjunto com as vitaminas provenientes da alimentação, podem desenvolver-se hipervitaminoses (excesso de determinadas vitaminas no organismo) que são tóxicas. O excesso de determinadas vitaminas ao longo da vida pode levar também ao aumento da prevalência de determinadas doenças.

Depois, em alguns destes suplementos podemos encontrar cada uma das vitaminas em doses várias vezes superiores à sua dose diária recomendada. Também neste caso, a hipervitaminose pode ocorrer.

Suplementos vitamínicos específicos

Quando receitados pelo médico, estes suplementos têm como objetivo corrigir alguma carência diagnosticada ou detetada em análises clínicas. Nesse caso, são pertinentes enquanto a carência ou a impossibilidade de obter determinada vitamina persistir.

No entanto, quando usados por iniciativa própria, estes suplementos podem ser altamente nocivos.

A vitamina A, por exemplo, pode desencadear malformações no feto de uma mulher grávida, se tomada em excesso. Contudo, nessa mesma mulher grávida, um suplemento de ácido fólico e/ou vitamina B12 é bastante pertinente.

Por outro lado, vitaminas de ação antioxidante, como as vitaminas A, E e o beta-caroteno (semelhante à vitamina A) parecem estar associadas a um aumento da mortalidade quando tomadas em doses excessivas.

Tomar ou não tomar?

A decisão relativamente à toma e de quais suplementos tomar deve passar pelo médico ou farmacêutico, de forma a que sejam tidos em conta as necessidades os benefícios, e o estado de saúde de cada doente em particular.

Embora os suplementos vitamínicos não sejam considerados medicamentos, quando tomados de forma descontrolada e desnecessária podem pôr em causa a sua saúde.

Por isso, salvo raras exceções, a aposta numa alimentação equilibrada e variada em frutas, vegetais, produtos animais e cereais, associada a uma exposição solar frequente, que permite a produção de vitamina D, garantirá o aporte necessário destes nutrientes.

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