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Menopausa masculina

Postado a: Saúde Masculina 08 Jul, 2015

À medida que envelhecem, os homens conseguem notar alterações a vários níveis. As mais comuns incluem diminuição do desejo sexual, aumento do peso e alteração dos níveis de energia, ocorrendo normalmente entre os 40 e 50 anos. Estas alterações são frequentemente comparadas àquelas que acontecem nas mulheres durante a menopausa, porém, nos homens não é dada tanta importância a esta etapa da vida, não sendo administrado qualquer tratamento para combater estas alterações, ao contrário do que acontece nas mulheres, a quem é muitas vezes recomendada terapia hormonal de substituição.

As alterações que acontecem no homem são muitas vezes justificadas pela diminuição de produção de testosterona, uma hormona masculina produzida nos testículos. O que muitos homens desconhecem é que os níveis de testosterona não sofrem uma diminuição apenas após a meia-idade, na verdade, estes atingem o seu pico entre os 20 e os 30 anos e partir daí, sofrem uma diminuição gradual até ao fim da vida.

Efeitos da diminuição de testosterona

Os principais sintomas associados à diminuição de produção de testosterona incluem alterações da função sexual, como diminuição do desejo sexual e disfunção erétil, aumento da gordura corporal, redução da densidade óssea e afrontamentos. Também podem ocorrer alterações emocionais como diminuição da motivação e autoconfiança e perturbações do sono como insónia.

Ao contrário das mulheres, estas alterações podem não ter um início súbito e ocorrem gradualmente à medida que os níveis de testosterona decaem. Por este motivo, a adopção de terapia hormonal nos homens gera mais controvérsia e apenas está indicada em casos de hipogonadismo causados por problemas nos testículos ou na glândula pituitária, não sendo normalmente recomendada a homens saudáveis que experienciam sintomas devido à diminuição normal dos níveis de testosterona durante a vida.

Perigos da terapia com testosterona

Enquanto alguns especialistas defendem que a terapia com testosterona deve ser administrada aos homens que apresentem sintomas da falta desta hormona, independentemente da causa associada, outros relembram o risco cardiovascular associado a este tipo de terapia.

A FDA (Food and Drug Administration) americana recomenda que os médicos apenas prescrevam terapia com testosterona no caso de problemas testiculares, na glândula pituitária ou no cérebro, que sejam responsáveis pelo hipogonadismo.

Até que novos estudos sejam realizados que permitam avaliar os benefícios e os riscos deste tipo de terapia, esta não deve ser recomendada para casos que não os supracitados.

Alternativas à terapia com testosterona

Nos casos em que a terapia com testosterona não está recomendada, podem ser adoptadas outras alternativas que permitam reduzir os sintomas e estimular a produção natural de testosterona. Estas incluem pequenas alterações ao estilo de vida como dormir bem, perder peso no caso de excesso de peso, ingerir zinco suficiente (alimentos como feijão, nozes, marisco e cereais integrais), reduzir o consumo de açúcar e manter uma vida ativa, com uma rotina de exercício físico.

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