Cialis e outros problemas de saúde

Em 1998 duas grandes farmacêuticas dos Estados Unidos (Icos e Eli Lilly) se juntaram com o propósito de comercializar um composto que já vinha sendo testado pela Icos havia alguns anos – a IC351. Em 2000, a Lilly renomeou o fármaco para Cialis e fez o requerimento de aprovação do medicamento à agência reguladora FDA, um novo fármaco para tratamento de disfunção erétil. Este foi o início de uma revolução no tratamento para impotência sexual.

Cialis é comercializado atualmente nas doses de 2,5mg e 5mg (Cialis Diário), 10mg e 20mg (Cialis ocasional), a dosagem depende do grau da disfunção do paciente, mas a dose mais recomendada quando se inicia o tratamento, é a dose de 10mg. Ele é um medicamento apenas vendido sob prescrição médica, sem a retenção de receita, e usado para o tratamento de impotência sexual (também chamada de disfunção erétil). O remédio age como vasodilatador aumentando a circulação e o volume de sangue na região genital e bloqueando a enzima PDE-5, que pode impedir a ereção ou gerar dificuldades em mantê-la. Seu princípio ativo é a tadalafila.

O efeito do Cialis dura, em média, 36 horas. Este fármaco é preferido a outras medicações de ação semelhante porque pode ser usado consideravelmente antes da relação sexual – inclusive, no dia anterior – o que dá ao usuário maior liberdade e espontaneidade especialmente quando este não possui uma parceira/o fixa/o.

Cialis e pressão alta

O Cialis, assim como outras drogas vasodilatadoras, não deve ser utilizado por pacientes que sofrem de problemas de pressão arterial e não fazem acompanhamento médico. Para aqueles que fazem uso diário de medicamentos anti-hipertensivos, recomenda-se uma consulta a um médico especialista para averiguar a segurança do uso do Cialis.

Em geral, o Cialis tem sido considerada uma medicação segura para pacientes sob tratamento para hipertensão. A Lily, laboratório responsável pela fabricação do medicamento, esclarece: "Em estudos de farmacologia clínica, o potencial para a tadalafila aumentar os efeitos hipotensivos dos agentes anti-hipertensivos foi examinado. As classes principais de agentes anti-hipertensivos foram estudadas, incluindo bloqueadores de canais de cálcio (amlodipina), inibidores da enzima conversora de angiotensina (enalapril), bloqueadores do receptor beta-adrenérgico (metoprolol), diuréticos tiazídicos (bendrofluazida) e bloqueadores do receptor de angiotensina II (vários tipos e doses, sozinhos ou em combinação com tiazidas, bloqueadores de canal de cálcio, beta-bloqueadores, e/ou alfa-bloqueadores). Tadalafila não tem interação clinicamente significante com nenhuma dessas classes. A análise dos estudos clínicos fase 3 também não mostraram diferenças nos eventos adversos em pacientes tomando tadalafila com ou sem medicação anti-hipertensiva."

Deste modo, ainda que seja seguro o uso concomitante de Cialis e alguns antihipertensivos, recomenda-se cautela e acompanhamento médico nos casos acima descritos e em pacientes que fazem tratamento com medicações alfabloqueadoras.

Cialis e Diabetes

Diabéticos estão entre os principais usuários de medicação para disfunção erétil. Isto acontece porque homens que sofrem da doença tem três vezes mais chances de desenvolver problemas de ereção em decorrência dos danos que a doença causa aos nervos e vasos sanguíneos. Há ainda o agravante de que estes indivíduos estão mais propensos a desenvolver problemas cardíacos e hipertensão – duas condições de saúde que também favorecem o desenvolvimento de dificuldades de ereção.

No entanto, desde 1998 os diabéticos tem precorrido aos tratamentos para disfunção erétil com fármacos vasodilatadores, como é o caso do Cialis. Em uma série de estudos promovidos pela Biblioteca Cochrane do Reino Unido, mais de 1.700 diabéticos (aproximadamente 20% com diabetes tipo I e 80% com diabetes tipo II) receberam medicação da classe dos vasodilatadores inibidores de PDE5. Aproximadamente 30% dos homens que tomaram algum dos remédios conseguiram ter e manter a ereção, embora tenham se mostrado mais suscetíveis a alguns dos efeitos colaterais do que homens que não sofriam de diabetes.

Como bem observou o pesquisador Moshe Varde, que avaliou os resultados dos testes mencionados, "esta classe de medicamentos (vasodilatadores) deve ser considerada um tratamento primário para os homens diabéticos" com disfunção erétil.

Cialis e problemas de coração

Todos os medicamentos para disfunção erétil apresentam algum risco para pacientes com problemas cardíacos – especialmente aqueles com doenças mais graves. Isso não acontece necessariamente em decorrência do uso do medicamento, mas sim porque a própria atividade sexual possui um risco cardíaco potencial para pacientes com doença cardiovascular. É, portanto, contraindicado o uso de fármacos para o tratamento de disfunção erétil nos casos em que atividade sexual é desaconselhável.

O laboratório do Cialis alerta que os seguintes grupos de pacientes com doença cardiovascular devem evitar a medicação porque não há testes clínicos o suficiente para garantir a segurança do medicamento para estes usuários: "pacientes com infarto do miocárdio nos últimos 90 dias; pacientes com angina instável ou angina ocorrida durante uma relação sexual pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca classe 2 ou maior nos últimos 6 meses; pacientes com arritmias não controladas e hipotensão, ou hipertensão não controlada; pacientes com acidente vascular cerebral nos últimos 6 meses".

Além disso, indivíduos com problemas de coração que fazem uso de medicações a base de nitratos - tais quais propatilnitrato (Sustrate), isossorbida (Monocordil, Cincordil, Isordil), nitroglicerina (Nitradisc, Nitroderm,TTS, Nitronal, Tridil), dinitrato de isosorbitol (Isocord), entre outros – não devem fazer uso de Cialis ou qualquer medicamento da mesma classe em nenhuma hipótese.

Se você tem qualquer problema cardíaco, não faça uso de medicamentos vasodilatadores sem o conhecimento do seu médico.

Efeitos colaterais do Cialis

O Cialis, como qualquer outro fármaco, pode levar a efeitos colaterais indesejáveis, mas que costumam ser bem tolerados. O uso contínuo do medicamento também leva a uma diminuição destas ocorrências.

Os efeitos secundários mais comuns observados entre pacientes que usam Cialis são dor de cabeça, e dispepsia. Estes efeitos foram observados em 10% dos homens que tomaram este medicamento. Outros efeitos comuns do remédio são tonturas ao levantar, rubor facial, congestão nasal e dores musculares.

Em casos raros (menos de 1% dos homens) o Cialis desecandeou reações alérgicas causadas por seu princípio ativo ou outra substância presente no medicamento. Também foram observados os seguintes efeitos infrequentes: taquicardia, redução ou aumento da tensão arterial, episódios de refluxo gastresofágico, sensação dolorosa nos olhos, no peito ou abdômen e visão turva.

Saiba mais sobre os efeitos do Cialis

Fonte:
Bulas Med: Cialis | Notícias UOL: Quem pode usar Cialis? | Healthday: Sex and Hypertension |

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