Hirsutismo

Eliminação dos Pelos Faciais na Mulher

O hirsutismo caracteriza-se pela presença de pêlos faciais em excesso, mais espessos e escuros que o normal. Apesar de ter principalmente um impacto estético na mulher, o hirsutismo resulta normalmente de um desequilíbrio hormonal que deve ser tido em atenção, principalmente se se desenvolverem outros sintomas.

A remoção dos pêlos faciais consiste na aplicação de cremes especialmente concebidos para ajudar as mulheres a livrarem-se dos pêlos faciais da forma mais segura e eficaz possível. Enquanto que a depilação não é nada novo para as mulheres, a aplicação de cremes de prescrição é. A remoção de pêlos indesejáveis ou o tratamento do hirsutismo facial era comum no passado com tratamentos de venda livre menos eficazes ou tratamentos a laser. Contudo, com o aumento da procura, os tratamentos de prescrição tornaram-se rapidamente uma solução popular pela sua eficácia.

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O que é o hirsutismo

Hirsutismo é uma doença caracterizada pelo nascimento excessivo de pêlos em regiões do corpo da mulher, mas que seriam comuns de surgir em pontos do organismo masculino: costas, abdômen, tórax, entre outros.

Isso ocorre devido à ação anormal da testosterona, hormônio que age diretamente no folículo piloso e é responsável por promover o crescimento dos pêlos. Normalmente, eles são mais finos e pouco perceptíveis e no hirsutismo acabam se tornando mais grossos e facilmente visíveis ao olho nu, atribuindo características masculinas ao corpo da mulher.

Em casos mais extremos de hirsutismo, pode-se observar o início de um verdadeiro processo de virilização (mudança na anatomia feminina, podendo ser física e/ou sexual), o qual pode afetar a paciente até mesmo em âmbitos psicológicos.

Quem é afetado?

Essa alteração hormonal afeta majoritariamente as mulheres e ocorre por questões genéticas (quando acontecem casos de mais de uma mulher na mesma família) ou de maneira isolada (quando a paciente se depara com uma alteração atípica na circulação da testosterona no organismo, normalmente causada por distúrbios glandulares).

Homens se queixam de hirsutismo, ainda que em menor proporção, após o período da puberdade. É nesse momento que algumas regiões do corpo masculino têm a quantidade de pêlos diminuída, enquanto os hormônios androgênicos se responsabilizam por estimular outras áreas, como o rosto, o peitoral e as costas.

Causas do hirsutismo

Medicamentos utilizados para tratar e prevenir episódios de enjoo, esquizofrenia, agitação, ataques epiléticos, enxaquecas, distúrbio bipolar, ataques de agressão e pressão alta podem contribuir para o desenvolvimento anormal de pêlos - ocasião típica do hirsutismo. Isso ocorre devido à capacidade que esses remédios têm em estimular a produção de hormônios androgênicos (como a testosterona).

causas do hirsutismo

Assim, a mulher pode se deparar com o hirsutismo se enfrentar situações como:

  • Menopausa: quando a mulher chega à menopausa, já se espera que ocorram algumas mudanças hormonais em seu organismo, incluindo o aumento da testosterona e de outros hormônios tipicamente masculinos. Portanto, pode ser que aconteça um aumento no crescimento de pêlos, principalmente no rosto. O fato também se aplica para o período que segue o fim da menopausa, quando pêlos indesejados continuam a crescer na mulher em áreas que são comuns aos homens.
  • Síndrome do Ovário Policístico (PCOS): pacientes que enfrentam essa condição geralmente também sofrem com a PCOS, comumente associada ao hirsutismo pelas razões previamente descritas.
  • Síndrome de Cushing: também conhecida como hipercortisolismo ou hiperadrenocorticismo, é uma doença na qual o corpo libera altas dosagens de cortisol. Trata-se de uma disfunção hormonal que, além de promover o súbito aumento de peso, provoca o crescimento dos pêlos. Esse sintoma é devido ao fato de que a doença afeta um dos órgãos responsáveis pela produção da testosterona: a glândula suprarrenal. Quando esse órgão é afetado, normalmente por um tumor, suas funções ficam comprometidas e o crescimento dos pêlos surge como uma consequência.
  • Hiperplasia Adrenal Congênita: igualmente chamada de Hiperplasia Congênita da Suprarrenal, afeta diretamente o metabolismo e prevê um bloqueio enzimático na formação de cortisol. Além de poder interferir no processo de ovulação, a doença altera o ciclo menstrual, é causadora do surgimento de acne e culmina no crescimento anormal de pêlos no corpo da mulher.
  • Obesidade: tanto a obesidade quanto o sobrepeso possuem sua parcela de contribuição para o aumento de pêlos no organismo feminino.
  • Acromegalia: doença caracterizada pela hiperprodução do hormônio do crescimento por parte da hipófise, sendo mais comum entre o público feminino. Quando afeta uma mulher adulta, não interfere em sua altura já desenvolvida, mas sim no crescimento das partes moles e dos ossos. Um de seus sintomas é o crescimento de pêlos em mais de uma parte do corpo.

Sintomas do hirsutismo

Os primeiros sintomas costumam surgir durante o período fértil da mulher ou após o término da menopausa. Mesmo assim, é importante se atentar à infertilidade e irregularidade do ciclo menstrual, tendo em vista que esses podem ser sintomas bastante característicos dessa condição fora dos períodos pré-determinados.

sintomas do hirsutismo

Nota-se que mulheres afetadas pelo hirsutismo também podem apresentar outros sintomas, por exemplo, de:

 
  • Acne: aumento no surgimento de cravos e espinhas no corpo, especialmente no rosto.
  • Alopecia: queda dos fios de pêlo, com possível surgimento de falhas no couro cabeludo.
  • Seborreia: causadora de caspa e oleosidade no couro cabeludo, também causas potenciais de queda dos fios.
  • Ciclo menstrual irregular: intervalo anormal entre os ciclos, reforçado por sintomas fortes de tensão pré-menstrual.

Com menos frequência, sintomas de casos mais severos se manifestam por meio de:

  • Aumento de massa muscular o qual, muitas vezes, é acompanhado de ganho de peso.
  • Aumento do clitóris, isto é, ocorre um inchaço em uma parte específica do órgão sexual feminino.
  • Diminuição do tamanho dos seios, sendo resultado da diminuição dos tecidos mamários.
  • Engrossamento da voz, ocorrendo após a passagem da fase de crescimento.
  • Escurecimento da pele próxima à região do pescoço, principalmente nas dobras.
  • Perda de força muscular e acompanhada de fraqueza.
  • Liberação de leite ou outros fluídos dos mamilos, mesmo que a mulher esteja fora do período de amamentação.
  • Pressão alta, ainda que tenha estilo de vida saudável.
  • Índices elevados de açúcar no sangue (observados nas diabéticas).
  • Problemas com colesterol, ainda que a mulher possua uma dieta balanceada.

Estudos clínicos sobre o hirsutismo

Hirsutismo é a presença de pêlos terminais em um padrão semelhante ao masculino em mulheres, devido aos níveis elevados de hormônio masculino. As mulheres com hirsutismo frequentemente sofrem com sobrepeso e têm distúrbios do metabolismo como resistência à insulina e tolerância à glicose prejudicada.

Estudos realizados no passado mostraram que pacientes com hirsutismo (especialmente aqueles com síndrome do ovário policístico) têm um risco aumentado de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 no contexto de resistência à insulina / hiperinsulinemia: 30-35% das mulheres com síndrome do ovário poliquístico tinham prejudicado Tolerância à glicose e 5-10% deles diabetes. Hiperinsulinemia aumenta o risco de desenvolver dislipidemia e doenças cardiovasculares.

Um estudo prévio realizado no ClinicalTrials.gov, um serviço do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, incluiu 340 mulheres com hirsutismo (210 com hirsutismo idiopático e 134 com SOP), mostrou que 6,6% delas tinham diabetes e 55% de resistência à insulina.

Houve poucos estudos de acompanhamento a longo prazo de pacientes com hirsutismo sobre o risco de desenvolverem diabetes. Até agora, tais estudos em pacientes com hirsutismo idiopático não estão disponíveis até agora.

Hirsutismo é tratado com contraceptivos orais de baixa dose, que estão suprimindo a produção de andrógenos. Este tratamento também pode influenciar o risco de desenvolver diabetes e ateromatose. Os estudos anteriores mostraram que a baixa dose de contraceptivos orais teve modesta influência nos perfis lipídicos e metabolismo de carboidratos em pacientes com hirsutismo, mas aumentou o risco de desenvolver doença coronariana.

Diagnóstico do hirsutismo

Como forma de firmar o diagnóstico, que vai além dos resultados obtidos por análises laboratoriais e exames clínicos, existe também uma medição que é realizada por meio de uma escala, a qual permite que se avalie não somente o grau do hirsutismo, mas também o quanto a doença comprometeu o organismo da mulher.

A avaliação é obtida pela aplicação da Escala de Ferriman e Gallwey, porém deve ser acompanhada de demais exames físicos para que se obtenha um diagnóstico mais completo e conciso. A aplicação da Escala é relativamente simples e leva em consideração o nascimento de pêlos em 9 partes diferentes do corpo (buço, rosto, peito, abdômen, púbis, axilas, pernas, nádegas e costas), sendo que cada uma pode obter uma pontuação que varia de 0 a 4.

Quando a média obtida é igual ou superior a 8, o hirsutismo pode ser pré-diagnosticado. Firmar as suspeitas se baseando em outros exames laboratoriais e de imagens permite que conclusões mais firmes sejam estabelecidas diante de uma possibilidade até então incerta.

Casos mais graves de hirsutismo implicam o nascimento de pêlos também em áreas menos comuns, como nos ombros e na região do osso esterno (localizado na parte anterior do tórax). Quando isso acontecer, a paciente deve relatar ao médico para que o caso seja avaliado mais a fundo.

Deve-se relembrar de que a mulher também carrega em seu organismo hormônios masculinos. Além disso, existem partes específicas de seu corpo que são responsáveis por essa produção, como a conhecida testosterona. Ovários, glândula suprarrenal e pele são os órgãos que se encarregam dessa função. Todavia, quando eles não funcionam devidamente, não se pode descartar o aparecimento de tumores.

Quando o hirsutismo é derivado da existência de tumores, nota-se que o crescimento dos pêlos ocorre mais rapidamente. Índices médicos apontam que casos dessa natureza são, felizmente, muito mais raros do que os derivados de complicações que excluem a existência de tumores. Mesmo assim, jamais se deve descartar a possibilidade, sendo necessário promover a execução de exames de caráter investigativo:

  • Dosagens hormonais: devem ser extraídas amostras de sangue para analisar a testosterona sérica, a andostenediona, a deidroepiandrosterona, o sulfato de deidroepiandrosterona, o hormônio folículo estimulante, o hormônio luteinizante, a prolactina e o cortisol.
  • Ultrassonografias: para descartar tumores mais visíveis e cistos que costumam se formar no ovário, dando origem à Síndrome do Ovário Policístico.
  • Tomografias computadorizadas: ajudam a fazer um diagnóstico visual mais preciso por meio de imagens de alta definição e também auxiliam fortemente no descarte de certos tipos de tumores, podendo estes serem de maior ou menor comprometimento e gravidade.

Outros problemas de saúde relacionados ao hirsutismo

O hirsutismo pode ser visto como o apontamento para a existência de outras doenças que comprometem a saúde da paciente. Geralmente são condições hormonais que carecem de investigação por parte de um médico endocrinologista para averiguação mais profunda.

Os problemas de saúde que podem ser associados à instalação do hirsutismo no organismo feminino incluem tumores em órgãos responsáveis pela excreção de hormônios e diabetes, tendo em vista que o indivíduo acometido por essa doença pode sofrer com o aumento na produção da insulina ou apresentar resistência periférica à substância.

Tratamento do hirsutismo

O tratamento do hirsutismo começa com uma explicação cuidadosa sobre a causa do problema e a garantia de que a paciente não está perdendo sua feminilidade. Então, a intervenção direta, se possível, é instituída para o transtorno subjacente.

Se o hirsutismo persistir (ou o paciente tem hirsutismo idiopático), outro tratamento cosmético ou sistêmico pode ser necessário. Em alguns casos, as medidas cosméticas podem ser suficientes. Em outros, o lento progresso da terapia sistêmica pode exigir tratamento cosmético mais imediato. A estratégia mais eficaz é combinar a terapia sistêmica, que tem um início lento de eficácia, com depilação mecânica (depilação, depilação, depilação cremes) ou à luz (laser ou luz pulsada) depilação.

Hirsutismo requer uma avaliação clínica cuidadosa e sistemática, juntamente com uma abordagem racional ao tratamento. Ao longo deste processo, o paciente deve entender que, embora o teste de diagnóstico pode ser demorado (e até mesmo inconclusivo), às vezes é essencial para determinar uma intervenção eficaz. Em outros casos, aconselhamento e educação podem ser tudo o que é necessário. Para o paciente que deseja tratamento, uma grande variedade de estratégias farmacológicas estão disponíveis.

É importante informar ao paciente que a terapia sistêmica atual é imperfeita. Além disso, nenhum dos fármacos utilizados para tratar o hirsutismo tem a aprovação da US Food and Drug Administration (FDA) para tal utilização. Inicie a terapêutica apenas em doentes que dão consentimento informado após uma explicação completa dos potenciais benefícios e riscos de um determinado tratamento e abordagens alternativas.

Entre as opções de tratamento estão:

Depilação permanente

A destruição do pêlo por eletrólise, termólise ou uma combinação de ambos é realizada com um fio elétrico fino e flexível que produz uma corrente elétrica depois de ser introduzido no eixo do pêlo. A termólise (diatermia) utiliza uma corrente alternada de alta frequência e é muito mais rápida do que o método de electrólise tradicional, que utiliza uma corrente galvânica directa.

formas de depilação

Eletrólise e termólise são processos lentos que podem ser usados ​​em todas as cores da pele e do pêlo, mas são necessários vários tratamentos. Eletrólise e termólise podem ser desconfortáveis ​​e podem produzir foliculite, pseudofoliculite e alterações pigmentares pós-inflamatórias na pele.

Lasers podem tratar áreas maiores e podem fazê-lo mais rápido do que eletrólise e termólise. Eles têm mecanismos de refrigeração da pele que minimizam a destruição da epiderme durante o procedimento. Cor da pele e do pelo muitas vezes determinam se laser deve ser usado. Lasers são mais eficazes em pêlos escuros em pessoas de pele clara. Em tais pacientes, a pele mais clara não compete com os pêlos mais escuros para o laser, que alveja seletivamente o pigmento, melanina. Em pessoas de pele escura, uma nova abordagem que fornece mais energia para os pêlos durante um período mais longo pode revelar-se segura e eficaz.

Tal como acontece com eletrólise e termólise, vários tratamentos são necessários para a destruição do pelo a longo prazo. Foliculite, pseudofoliculite, desconforto e alterações pigmentares podem resultar da terapia a laser. Resta saber se os lasers são mais eficazes na depilação permanente do que os métodos mais tradicionais. Eles são certamente mais caros.

Tratamento farmacológico

Em geral, os tratamentos farmacológicos para o hirsutismo são seleccionados com base na causa subjacente. Medicamentos (antiandrógenos) são frequentemente administrados enquanto cosméticos técnicas de remoção de pêlos estão sendo usados. Todas estas drogas devem ser dadas continuamente porque quando são parados, androgens revertem a seus níveis anteriores. Os seguintes medicamentos são absolutamente contra-indicados para uso durante a gravidez devido ao risco de feminização de um feto masculino:

  • Contraceptivos orais de estrógeno-progestina - Supressão de ovário
  • Antiandrogênios (p. Ex., Espironolactona, flutamida, acetato de ciproterona) - Bloqueio e inibição dos receptores de andrógenos.
  • Corticosteróides orais - supressão supra-renal.
  • Finasterida - Inibição da 5-alfa-redutase.

Estes agentes podem ser utilizados isoladamente ou em combinação.

Tratamentos clinicamente comprovados recentemente

Eflornitina (Vaniqa)

Creme de cloridrato de eflornitina 13.9% (Vaniqa) é um creme tópico de prescrição que atua como um inibidor de crescimento do pêlo, não é um depilatório. O agente inibe a ornitina descarboxilase, uma enzima necessária para o crescimento do pêlo. É indicado para a redução de pêlos faciais indesejados em mulheres. É necessário continuar o uso duas vezes por dia durante pelo menos 4-8 semanas antes de se notar a eficácia. Pode ser combinado com tratamentos a laser para efeitos aumentados.

caixa do vaniqa

Metformina (Glucophage)

A metformina (Glucophage) reduz os níveis de insulina, e esta alteração, por sua vez, reduz os níveis de testosterona ovariana por inibição competitiva dos receptores de insulina do ovário. Esta droga é eficaz no tratamento do hirsutismo em mulheres com Síndrome de ovários policísticos.

A gestão depende da causa subjacente. Por exemplo, o excesso de pelo dependente de androgénio, tal como a hipertricose, é tratado principalmente com métodos de remoção de pêlos físicos. Em contraste, os pacientes com hirsutismo androgênico dependente requerem uma combinação de depilação física e terapia antiandrogênica médica.

O tratamento hormonal do hirsutismo resultante do excesso de androgênio é de longo prazo, porque as fontes de andrógeno excessivo raramente podem ser eliminadas permanentemente. Consequentemente, o doente deve compreender que a descontinuação da terapêutica antiandrogénica normalmente resulta na recorrência do hirsutismo.

Existe alguma coisa que eu possa fazer sozinha?

Mulheres que se sentem incomodadas com os sintomas do hirsutismo, mais especificamente o nascimento de pêlos, podem procurar tratamentos alternativos para suavizar o surgimento deles ou até para removê-los em caráter definitivo:

  • Remoção com cera quente ou cera fria: é normalmente indicada para aplicação em regiões mais extensas. O efeito é considerado duradouro, pois os pêlos levam em média 30 dias para voltar a nascer, além de voltarem continuamente mais finos. Convém salientar que esse procedimento pode ser dolorido, pois a estrutura do pêlo é arrancada desde sua raiz.
  • Raspagem com lâmina de barbear: é um método caseiro bastante simples, contudo de resultado temporário: após mais ou menos 3 dias já é possível observar que os pêlos voltam a nascer. Tem-se a sensação de que eles nascem mais grossos, mas isso é um mito e tem explicação: é porque são cortados no meio de sua estrutura. A raspagem costuma ser preferida devido à ausência de dor para sua realização, mas deve ser feita com cuidado para evitar cortes na pele.
  • lamina de barbear

  • Pinça: é recomendada para regiões menores, já que a pinça consegue ser efetiva por remover com mais precisão. O procedimento pode ser dolorido, assim como a remoção que utiliza cera, visto que o pelo é arrancado desde sua raiz. A duração do efeito também é considerada boa.
  • Creme depilatório: é um creme que possui agentes químicos que dissolvem a parte do pelo visível. Assim, sua ação pode ser comparada à da lâmina (não remove o pelo desde a raiz), mas consegue melhor a aparência estética da região tratada. Para usar o produto com segurança, a pele deve estar livre de machucados e lesões em geral e a usuária deve se atentar ao surgimento de alergias aos ingredientes presentes da fórmula do creme.
  • Depilação com linha: popularmente conhecida por depilação egípcia, é igualmente dolorosa, mas vem sendo cada vez mais procurada devido à sua higiene e eficácia. O uso da linha permite a extração completa do pelo, sendo que o efeito é duradouro, além de deixar a pele mais lisa e contribuir para a remoção de pele morta.
  • Tratamentos obtidos em clínicas especializadas: nessa categoria, está incluso o uso de laser para remoção parcial, completa ou até mesmo definitiva dos pêlos indesejados.
  • Eletrólise: igualmente chamado de eletrocauterização, o procedimento provê resultados tidos como eficientes e é visto como seguro por ser realizado apenas por profissionais com a devida autorização, treinamento e conhecimento.
  • Aplicação de medicamentos de uso externo: a paciente pode solicitar ao seu médico de confiança que prescreva creme de eflornitina para aplicação nos locais onde os pêlos estão crescendo. Esse medicamento em específico é normalmente aplicado no rosto, por meio do uso de creme cuja concentração não costuma ultrapassar o percentual de 11,5%.
  • Uso de contraceptivos orais: são as pílulas normalmente prescritas para evitar gravidez indesejada e aqui surgem como um tratamento alternativo bem-sucedido da diminuição dos pêlos que nascem em diferentes partes do corpo da mulher. Sua eficácia está na dosagem de estrogênio, associada aos anticoncepcionais, principalmente aqueles que são enriquecidos com ciproterona e dienogest.

É importante salientar que somente um médico está apto a indicar o melhor método de tratamento e prescrição de medicamentos adequados, pois o profissional da saúde passa a orientação de acordo com seu conhecimento do hirsutismo, aliado com seu acesso aos exames realizados e ao estudo do histórico familiar da paciente. Sozinha, a mulher pouco pode fazer, pois a condição precisa ser acompanhada profissionalmente.

Quando procurar tratamento?

A decisão de tratar o hirsutismo às vezes é uma questão de escolha pessoal. Há uma grande variedade de quantidades "normais" de pêlos corporais entre as mulheres. Raça e etnia desempenham um papel importante no crescimento do pelo do corpo. Como exemplo, as mulheres asiáticas e nativas americanas tendem a ter pouco pelo corporal, enquanto que as mulheres do Oriente Médio e do Mediterrâneo tendem a ter moderada a grandes quantidades de pêlos do corpo.

Nossa cultura também determina quanto pêlos é cosmeticamente aceitável e quão importante é remover pêlos "excessivos". O impacto psicológico do hirsutismo pode variar de irritante para severamente incapacitante. Qualquer mulher que sente-se incomodada pelo hirsutismo não deve hesitar em perguntar ao seu médico sobre as opções de tratamento.

O tratamento do hirsutismo requer paciência, porque os folículos capilares têm um ciclo de vida de cerca de seis meses. A maioria dos medicamentos deve ser tomada por seis meses antes de uma melhoria notável ocorre. Entretanto, os pêlos existentes podem ser mecanicamente removidos ou branqueados, e algumas mulheres continuam a usar estes métodos em combinação com medicação.

Seu provedor irá monitorar o progresso do tratamento e pode repetir testes se ele ou ela está preocupado com uma condição subjacente. Se um medicamento for inicialmente ineficaz, a dose ou o tipo de medicação podem ser alterados.

Duração do tratamento - Nas mulheres, as concentrações de hormônios andrógenos diminuem com a idade. Mulheres em seus 20 anos podem precisar de tratamento de vários anos para controlar o hirsutismo. As mulheres em seus 30s e 40s têm diminuir androgen concentrações; Algumas mulheres acham que a terapia hormonal não é mais necessária, mas isso não é verdade para todas as mulheres. Tratamentos hormonais para hirsutismo deve ser interrompido antes de engravidar.

Preciso de acompanhamento?

O tratamento médico muitas vezes é seguido de procedimentos estéticos para remover os pêlos de forma mais rápida e para as pacientes que desenvolvem visão distorcida de sua beleza por causa do hirsutismo, de acompanhamento e suporte psicológico.

Como posso prevenir?

Não há formas concretas de se prevenir dos sintomas típicos da condição, pois o nascimento desses pêlos indesejados está fora do controle da mulher, a qual não pode impedir sua concretização. Jamais se deve praticar a automedicação.

O prognóstico é bastante positivo, visto que medicamentos e procedimentos estéticos são capazes de controlar a situação. Os resultados podem não ser obtidos em curto prazo e, por isso, é recomendável se basear na insistência e na paciência para observar o progresso nos tratamentos utilizados.

Em alguns casos, a combinação de mais de uma solução surge como alternativa para satisfazer mais a paciente. É válido salientar que o uso de esteroides, popularmente procurados por atletas, fisiculturistas e público em geral, o qual busca aumento e definição da massa muscular, são anabólicos ricos em hormônios tipicamente masculinos e que podem sim acarretar no surgimento de mais pêlos. Evitar o consumo desse tipo de produto é uma forma de não observar o nascimento de pêlos indesejados, típicos do hirsutismo.

Poucas mulheres podem ter esse conhecimento, mas dicas nutricionais aplicadas à dieta adotada contribuem na diminuição do nível de hormônios androgênicos, responsáveis pelo estímulo ao crescimento do pelo, observado no hirsutismo:

  • Aumente o consumo de alimentos com antioxidantes (exemplos: abóbora, pimentão, mirtilo, tomate e cereja).
  • Evite alimentos refinados, assim como os fabricados com farinha branca, e açúcares em geral.
  • Prefira consumir proteína não proveniente de carnes vermelhas, optando por carnes brancas e magras, peixe, soja e feijões.
  • Opte por azeite de oliva ou óleo vegetal ao preparar alimentos.
  • Procure eliminar ou reduzir alimentos que seja fonte de gordura trans.
  • Evite o consumo de álcool e o hábito de fumar.
  • Beba bastante água.
  • Adote uma rotina com exercícios regulares.

Consequências do hirsutismo

Outras doenças

Demais doenças podem apresentar o crescimento anormal de pêlos como um dos sintomas conhecidos. O hirsutismo é diferente, por exemplo, da hipertricose, a qual é completamente normal. Essa última diz respeito ao nascimento excessivo de pêlos em regiões do corpo feminino onde já se espera o surgimento, como em braços, axilas e buço. É comumente observada em mulheres de regiões banhadas pelo Mar Mediterrâneo.

Há também casos em que o crescimento anormal de pêlos é observado em mulheres sem nenhuma doença ou condição atípica, sendo que para esses casos não há explicação médico-científica que justifique a superprodução deles em diferentes partes do corpo.

É importante ter em mente que, para poder fazer um diagnóstico correto, é necessário procurar um médico especialista. Somente então, por meio de avaliações e análises mais minuciosas, é que se torna possível diagnosticar oficialmente se a mulher está acometida pelo hirsutismo ou não.

Há ainda dois pontos a serem levados em consideração caso se suspeite que a paciente esteja sofrendo com o nascimento anormal de pêlos indesejados: em primeiro lugar, deve-se avaliar se não está acontecendo a chamada hiperprolactinemia (aumento observado na produção do hormônio da lactação); o segundo ponto a verificar é descartar a presença de doenças da tireoide, pois ambas as alternativas descritas também culminam no aumento da quantidade de pêlos em partes específicas do corpo da mulher, esteja ela em fase de amamentação ou enfrentando as consequências características do hiper ou hipotireoidismo.

Problemas psicológicos

Além dos sintomas mencionados, incluindo a diminuição dos tecidos mamários e o engrossamento da voz, a mulher também pode sofrer com calvície temporal e perda dos contornos de seu corpo. Esse processo de virilização ocorre como uma consequência da exposição prolongada do organismo feminino à produção incomum de hormônios androgênicos, assim como a testosterona e a di-hidro-testosterona, fabricados na proporção de 1/3 pêlos ovários e 2/3 pela pele e pelo tecido adiposo.

Há também a questão psicológica, que afeta diretamente a percepção estética que a mulher tem de si mesma: quando se deparam com grandes quantidades de pêlos em regiões mais expostas do corpo (sobretudo a face), pacientes acabam enfrentando problemas de autoestima. Abaladas, essas mulheres muitas vezes se tornam alvo de comentários maldosos e discriminação devido ao surgimento de pêlos terminais em diferentes partes de seus corpos, sendo que esses são bastante visíveis (porque são espessos e bem pigmentados).

O nascimento de pêlos indesejados incomoda muitas mulheres afetadas pelo hirsutismo podendo haver, inclusive, consequências na autoestima. Portanto, para se verem livres deles, elas têm atualmente à disposição algumas alternativas bastante válidas para acabar com o problema de maneira temporária ou até mesmo definitiva, incluindo procedimentos estéticos de resultados tidos como satisfatórios.

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Fontes:

Atualizado em 30 de Janeiro de 2017.

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