Contracepção na terceira idade

O uso de métodos contraceptivos na terceira idade é um tema que está atualmente em grande discussão, principalmente em razão de a mulher manter-se sexualmente ativa mesmo após a menopausa, com a interrupção de seus ciclos menstruais.

Muitas incertezas e questões surgem em torno do tema e, como as mulheres de diferentes idades apresentam também necessidades diversas, além de riscos diferenciados, é preciso ter atenção com relação à prevenção durante o período pós-menopausa.

Como a prevenção muda na menopausa?

Existem muitas variações de métodos contraceptivos, além das pílulas anticoncepcionais. Contudo, o processo é sempre o mesmo, devendo a mulher manter os níveis de estrogênio e de progestina regulares, que são as principais substâncias que mantém a regularidade de seu organismo.

A ausência dos hormônios é quem determina a supressão da ovulação, modificando a estrutura do endométrico e criando um tampão mucoso na entrada do útero. A pílula anticoncepcional, com seu uso regular, apresenta uma proteção bastante confiável para que a mulher, mesmo na menopausa, não corra o risco de engravidar.

Além disso, o uso de pílulas também apresenta outras vantagens, mantendo o controle do ciclo menstrual e trazendo o alívio dos sintomas clássicos pré-menstruação, como dores do peito, fadiga ou alterações no humor.

Estudos clínicos demonstram que o uso em longo prazo de contraceptivos hormonais pode reduzir o risco de desenvolvimento de câncer no ovário e outros problemas de saúde inerentes à mulher.

No entanto, a mulher deve tomar cuidado com relação às contraindicações, como o tabagismo, a obesidade e a pressão arterial elevada, já que essas condições apresentam um risco aumentado de efeitos colaterais mais graves.

Um dos principais riscos, e certamente o mais temido, é a trombose venosa profunda, ou TVP, que pode provocar embolia pulmonar, apresentando coágulos de sangue nos pulmões. Essas complicações, porém, são bastante raras, embora devam ser levadas a sério, uma vez que, em sua ocorrência, a mulher corre o risco de morte.

Para quem a pílula anticoncepcional é adequada?

Em princípio, o uso de pílula anticoncepcional é adequado para qualquer mulher, uma vez que não há outras contraindicações além das mencionadas anteriormente. O exame completo realizado por um ginecologista é obrigatório para as mulheres que chegam à menopausa, principalmente para verificar suas condições físicas e permitir que possam se preparar para o período pós-menopausa.

É preciso aconselhamento médico, pois cada mulher tem uma necessidade diferente e diferente pílulas podem causar diferente efeitos em diferentes mulheres. Veja abaixo alguns dos efeitos da pílula:

Efeitos Colaterais Neurological

Dores de cabeça são um efeito colateral comum de pílulas anticoncepcionais. Dores de cabeça mais graves e enxaquecas são menos comuns.

Gástrico

Problemas de estómago são bastante comuns e podem ocasionalmente resultar em vômitos. Algumas mulheres experienciam o ganho de peso ligeiro, mas a perda de peso é rara.

Ginecológico

Algumas mulheres que tomam a pílula contraceptiva podem experienciar mudanças em sua libido.

Peito

É bastante comum a experiência de dor no peito ou sensibilidade nas primeiras semanas ou meses após iniciar uma nova pílula. Em casos muito raros, pode acontecer o corrimento mamário.

Efeitos Colaterais da pílula contraceptiva

Com o avanço da idade, os riscos de complicações podem surgir e aumentar e é preciso entender que a pílula anticoncepcional não é um medicamento para prevenir a velhice ou menopausa.

A pílula anticoncepcional foi desenvolvida para prevenir a concepção em mulheres em idade fértil e deve ser vista como tal, embora seu uso permita melhores condições de vida para mulheres avançadas em idade.

Posso confiar na pílula contraceptiva em qualquer idade?

A pílula anticoncepcional é de total confiança quando tomada regularmente, ajudando a prevenir uma gravidez indesejada.

Seu uso é de fundamental importância desde o primeiro contato sexual, que pode levar a jovem a uma gravidez não planejada, fornecendo os meios para evitar a fertilização do óvulo.

É importante também destacar que os pais devem apoiar a filha nessa fase da vida, adotando uma atitude aberta e de apoio, conscientizado-a para o tema e fazendo com que tome as medidas adequadas para se prevenir.

Além da prevenção de gravidez não planejada, existem outras razões para a mulher jovem tomar a pílula anticoncepcional: os sintomas pré-menstruais, as cólicas que ocorrem durante o período podem ser aliviados pelo uso da pílula, permitindo ainda que o ciclo menstrual possa ser melhor controlando e trazendo todos os benefícios de uma vida regular e saudável. A pílula anticoncepcional também pode ser de grande ajuda em determinados casos para o tratamento da acne e de espinhas.

De forma geral, o início da puberdade é o momento em que a adolescente deve considerar para começar a tomar a pílula anticoncepcional.

A pílula anticoncepcional considerada de terceira e quarta geração, no entanto, podem aumentar o risco de trombose de forma significativa, mais do que as pílulas consideradas de primeira e segunda geração. Assim, as mulheres jovens devem fazer a opção por pílulas como Leona ou Microgynon, ou fazer uso de minipílulas, como Cerazette.

Que outros métodos de prevenção hormonal existem?

A mulher deve ter consciência de que, com o aumento da idade, o risco de ataques cardíacos ou de acidente vascular aumentam, em consequência da ingestão de estrogênio e progestogênio, devendo escolher com cuidado o tipo mais adequado de contraceptivo.

Mulheres que pertencem a grupos de risco, como aquelas que possuem peso acima do normal ou que tenham pressão arterial aumentada, devem considerar a mudança de métodos a partir dos 30 anos. Mesmo para mulheres saudáveis, é importante conversar com o médico, discutindo os melhores métodos de usar contraceptivos, principalmente a partir dos 35 anos.

Existem preparações hormonais específicas para determinados casos, incluindo sob a forma de minicomprimidos, ou seja, muito semelhante à pílula combinada, embora deva ser usado mediante prescrição médica, permitindo ao médico saber que é o mais indicado para cada mulher.

Os minicomprimidos oferecem uma boa alternativa para os métodos contraceptivos usuais, reduzindo as potenciais complicações e permitindo ao organismo feminino adaptar-se à vida normal durante a menopausa.

O método, portanto, é considerado compatível para todas as mulheres, principalmente para aquelas que apresentam restrições com relação à pílula combinada.

Veja abaixo a comparação dos principais métodos:

Pílula combinada Mini-pílula Anel contraceptivo Adesivo contraceptivo Contracepção de emergência
Tipos de pílulas Yasmin Cerazette NuvaRing Evra ellaone
Eficácia Mais de 99% De 98 a mais de 99% Mais de 99% Mais de 99% Entre 58 a 98%
Acção Uma vez por dia durante 21 dias; pausa de 7 dias Uma vez por dia durante 28 dias; sem pausa Diariamente durante 21 dias; pausa de 7 dias Uma vez por semana durante 3 semanas, pausa de 7 dias Uma vez, 3-5 dias após o sexo desprotegido
Hormonas Estrogénio e progesterona Progesterona Estrogénio e progesterona Progesterona Progesterona
Como funciona Previne a ovulação, espessa o muco cervical e altera o revestimento uterino Espessa o muco cervical e altera o revestimento uterino Previne a ovulação, espessa o muco cervical e altera o revestimento uterino Espessa o muco cervical e altera o revestimento uterino Previne a ovulação, espessa o muco cervical e altera o revestimento uterino
Principais benefícios Contraceptivo diário, regula o ciclo menstrual, ajuda a aliviar os sintomas da TPM Contraceptivo diário, regula o ciclo menstrual, ajuda a aliviar os sintomas da TPM Contraceptivo diário, regula o ciclo menstrual, ajuda a aliviar os sintomas da TPM Contraceptivo semanal, regula o ciclo menstrual, ajuda a aliviar os sintomas da TPM Pode ser usado no caso da falha de um método contraceptivo
Mais detalhes Pílula combinada Mini-pílula Anel vaginal Adesivo contraceptivo Contracepção de emergência

Outra opção para a prevenção entre 30 e 35 anos é o uso do DIU, com a inserção da espiral pelo ginecologista no colo do útero. O uso do DIU torna a mucosa do útero mais espessa e resistente, impedindo os espermatozoides de se locomoverem, enquanto que o cobre presente no na espiral interfere com a implantação do óvulo no útero.

O método proporciona eficiência de longa duração, podendo ser usado por tempo entre 3 a 5 anos, e é bastante seguro. Apenas sua posição deve ser regulada a cada 6 meses, devidamente controlada pelo ginecologista.

Contracepção na menopausa

A partir dos 40 anos, a produção do ciclo hormonal feminino começa a decair significativamente. Com a ovulação irregular, o risco de gravidez também é reduzido. Em mulheres com mais de 45 anos, a probabilidade de uma gravidez é reduzida a 2 ou 3 por cento.

No entanto, ainda assim é necessário manter a prevenção, já que a possibilidade de uma gravidez indesejada não pode ser excluída. Embora as preparações hormonais possam prevenir problemas gerais, como osteoporose ou doenças hemorrágicas, é necessário ter atenção com os efeitos colaterais.

Os riscos de acidente vascular cerebral e de ataque cardíaco podem aumentar de forma significativa e, além disso, a presença de outros fatores de risco, como o tabagismo, a obesidade e outras doenças, pode provocar o aumento no risco de complicações.

Em razão disso, principalmente a partir dessa idade, deve-se pensar no uso de métodos contraceptivos alternativos. Esses métodos incluem, em primeiro lugar, preparações hormonais alternativas, especialmente preparadas para as condições físicas da mulher, além de métodos de contracepção mecânicos, como preservativo, diafragma, etc.

Usando esses métodos, a mulher acima dos 40 anos pode ter maior tranquilidade com relação à saúde, correndo menos riscos de complicações.

Os métodos indicados também são práticos para mulheres mais jovens, principalmente para o caso de evitar doenças sexualmente transmissíveis.

Até quando a mulher deve usar métodos contraceptivos?

De uma forma geral, qualquer mulher pode engravidar até a data a partir da qual ele tem o seu último período menstrual, durante a menopausa. Não havendo mais ovulação, não há qualquer risco de ocorrer uma gravidez.

A última menstruação pode ocorrer entre 47 e 48 anos, dependendo da condição física da mulher, podendo ser mais cedo ou mais tarde, razão pela qual a prevenção deve ser tratada da mesma forma.

Mesmo sendo mínimas as possibilidades de ter uma gravidez, o risco ainda não foi excluído até a última menstruação. A média de idade da menopausa é de cerca de 51 anos. Assim, a prevenção deve continuar enquanto continuar o ciclo menstrual.

Existem casos de mulheres que passaram por períodos mais prolongados sem menstruação e que, em determinado momento, ainda tiveram outra ovulação.

Portanto, nessa fase da vida, a mulher deve fazer visitas periódicas ao ginecologista, que pode fazer os exames necessários para verificar os níveis hormonais de FSH e estrogênio. Se os valores estão abaixo de certos limites, a probabilidade de engravidar é praticamente nula.

Antes dos exames hormonais, contudo, é necessário interromper qualquer tratamento ou fazer a remoção do DIU, se estiver sendo usado, para evitar distorções. O médico é quem deve definir o prazo de interrupção do tratamento, embora seja comum ter um prazo de pelo menos 4 semanas.

Após a menopausa, devidamente constatada através dos exames clínicos, não há necessidade de continuar com os métodos contraceptivos.

Casais com planejamento familiar completo

Para os casais que já completaram suas famílias, a melhor condição é fazer a esterilização voluntária. Através de uma pequena cirurgia, o homem pode ter o seu canal deferente cortado, impedindo que os óvulos possam ser ejaculados. Essa cirurgia é chamada vasectomia.

A mulher pode fazer uma cirurgia nas trompas de Falópio, ligando-as e impedindo novas ovulações. Os óvulos da mulher esterilizada poderiam ainda ser fertilizados, mas, como não alcançam o útero, impedem a gravidez.

A esterilização, portanto, é o método mais seguro de contracepção, podendo ser revertida, embora essas intervenções sejam frequentemente associadas a muitos riscos, razão pela qual só deve ser aplicada quando o casal já está com a família completa e não deseja mais ter filhos.

Fontes:

Publicado em 31 de Maio de 2017.

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