Salivação excessiva em bebês - Quando se preocupar?

Tornou-se comum que mães de primeira viagem tenham alguns receios com seus filhos logo nos primeiros meses de vida. Entender as alterações de humor é uma tarefa que exige muito das mulheres. Nesse contexto, há quem se esforce tanto nesse processo que a qualquer coisinha, se preocupe de imediato com o seu bebê.

Dentre as muitas perguntas e receios, está aquela ligada a questão do excesso de produção de saliva e, como consequência, de baba. Sendo assim, abordaremos algumas questões relativas ao tema, para àquelas que buscam ajuda para entender essas fases que o bebê apresenta.

O que é a Sialorreia e porque afeta os bebês?

A sialorreia é o nome dado pela medicina ao excesso de salivação, situação que pode ocorrer sob condições bastante diversas, desde a baba dos bebês até pessoas que possuem problemas mentais e não controlam o excesso de salivação.

A sialorreia também pode ocorrer em pessoas com próteses mal adaptadas, nos casos de afta ou de infecções bucais e até em pessoas que tenham algum problema neurológico.

Veja abaixo principais fatos sobre a sialorreia:

Por que os bebês babam?

Os bebês, até o seu segundo mês de vida, ainda não possuem glândulas salivares desenvolvidas. A partir do segundo mês, quando as glândulas salivares já estão maduras, o bebê passa a produzir maior quantidade de saliva, muitas vezes além do normal, o que provoca a sialorreia e a consequente baba.

Como também os bebês não têm completo controle da musculatura, não conseguem engolir a saliva produzida, deixando-a escorrer para fora da boca. Essa fase pode durar até os dois anos de idade, período em que também nascem os dentes e, pela irritação provocada, causam excesso de salivação.

A salivação tem algum papel no desenvolvimento do bebê?

A salivação tem um papel importante no desenvolvimento do bebê. Entre as principais funções da saliva para o crescimento do bebê, devemos destacar:

  • O revestimento intestinal dos bebês é uma consequência direta da saliva produzida na boca;
  • A saliva consegue neutralizar o ácido gástrico no estômago, evitando que o bebê tenha vômitos;
  • A saliva, como no adulto, é necessária para que o bebê possa digerir melhor os alimentos, quando começam a comer sólidos, em torno dos seis meses de idade;
  • Como acontece com os adultos, a saliva cria uma liga com os alimentos, ajudando a engolir com maior facilidade;
  • Nos bebês, a saliva também ajuda a evitar o refluxo infantil, que pode provocar irritação no esôfago.

Quando a hipersalivação deve ser sinal de preocupação em bebês e crianças

Raramente acontece de uma criança babar em excesso. A fase de crescimento é também a fase de amadurecimento das glândulas salivares e uma época em que o bebê começa a aprender a engolir.

Portanto, até os dois anos de idade, o babar na criança é perfeitamente normal, não devendo considerar que seja algum problema ou doença. O que a mãe precisa é tomar os cuidados necessários para que o excesso de baba na região da boca possa causar qualquer irritação ou alergia.

Qual é a progressão normal da sialorreia entre bebês?

É normal, portanto, que a criança continue babando até os dois anos de idade, fase em que aprende a engolir a saliva. Contudo, quando passa essa idade e a criança continua com excesso de saliva ou sialorreia, a mãe deve procurar um pediatra para descobrir as causas.

O excesso de baba pode ser consequência de uma má coordenação da boca e da língua, podendo provocar deglutição deficiente e superprodução de saliva. Além disso, a partir de determinada idade, a criança pode engolir saliva para os pulmões, situação em que pode haver desenvolvimento de pneumonia.

Paralisia cerebral

Aos 24 meses de idade, as crianças com desenvolvimento típico devem ter a capacidade de realizar a maioria das atividades sem perda de saliva. Após a idade de 4 anos, a sialorréia é anormal e muitas vezes persiste em crianças com transtornos neurológicos, incluindo incoordinação neuromuscular de deglutição e deficiência intelectual. O termo paralisia cerebral (PC) descreve um grupo de distúrbios do desenvolvimento do movimento e da postura, com restrições de atividade ou deficiências motoras causadas por malformações ou lesões que ocorrem no desenvolvimento do cérebro fetal ou infantil.

Em todo o mundo, a prevalência de PC é 1-5 por 1000 nascidos vivos, representando a causa mais comum de incapacidade motora em crianças. A prevalência de sialorréia em casos de Paralisia cerebral raramente é estudada, e os resultados não podem ser comparados devido a variação nos modelos de estudo e seleção do paciente. Alguns autores relataram uma prevalência de 10-58%, portanto, é razoável aceitar que um em cada três pacientes com PC tenha baixado em algum grau.

Embora subestimado, a sialorréia implica conseqüências clínicas e sociais e tem vários impactos relacionados à saúde geral das crianças com PC, em relação a disfagia e saúde respiratória, seu desenvolvimento sócio-emocional e sobrecarga emocional e de trabalho para famílias e cuidadores.

Quais são as causas da salivação excessiva em crianças?

O excesso de salivação em bebês pode ter diversas causas. Entre elas, podemos considerar as seguintes:

causas

  • Os primeiros dentes do bebê começam a nascer por volta dos oito meses de idade, mas isso não quer dizer que não estejam provocando dores na gengiva. O bebê começa a sentir os primeiros sinais dos dentes por volta dos três meses, quando as glândulas salivares já estão mais desenvolvidas, o que começa a provocar excesso de salivação;
  • Quando a criança se concentra demais em alguma coisa, normalmente acaba perdendo a autoconsciência, o que faz com que se esqueça de engolir a saliva e comece a babar;
  • Manter a boca aberta continuamente também provoca a baba em bebês. Essa condição pode ocorrer em razão de bloqueio nasal ou de excesso de frio interferindo na produção da saliva e impedindo que a criança a engula;
  • Alguns alimentos muito ácidos podem provocar excesso de salivação, causando baba excessiva.

Outras causas da hipersalivação na infância

Além das situações físicas normais relatadas, o excesso de salivação nos bebês também pode ser provocado por outras causas:

  • Efeitos colaterais de alguns medicamentos, que podem afetar as funções e a eficiência dos músculos faciais da criança, resultando em aumento ou redução do tônus muscular, provocando excesso de saliva e baba;
  • Qualquer transtorno neurológico não identificado pelo pediatra, como, por exemplo, paralisia cerebral, que afeta o cérebro e pode atingir o controle oral muscular, e a paralisia de Bell, uma desordem nervosa temporária que atinge metade do rosto. Essa condição pode ser percebida quando a criança apresenta uma das pálpebras caída, no lado do rosto paralisado.

A salivação e a baba é comum em crianças até dois anos. A preocupação dos pais deve ser com relação ao tempo depois dessa idade, principalmente se ocorre quando o filho ainda não completou 4 anos.

Nessa fase da vida infantil, a criança deve ter uma salivação normal, como qualquer outra pessoa, sabendo engolir a saliva e não se deixando babar. Havendo excesso de salivação até os 4 anos, é preciso procurar um médico, que irá analisar algumas condições, como, entre outras:

  • A capacidade de consciência da criança;
  • Como a criança reage ao reflexo natural da deglutição;
  • Se a criança pode fechar os lábios e mover naturalmente a língua;
  • Se a criança está engolindo normalmente;
  • Se a criança tem o nariz bloqueado;
  • Se a criança tem o controle total de sua postura, dos movimentos da cabeça e da estabilidade da mandíbula.

O que fazer se seu bebê tem sofrido com salivação excessiva?

É preciso destacar que essa fase do bebe babando em excesso é passageira e que não apresenta qualquer perigo de doença, a própria salivação excessiva, como já dito anteriormente, é algo extremamente natural e pode perdurar por até dois anos. Sendo assim, não é uma doença e por isso não há um tratamento direto, o que se pode fazer é tomar certos cuidados para que seu bebê não fique tomado pela baba na região da boca e outras e venha a apresentar qualquer irritação na região da boca adquiridos pelo contato da baba com objetos como mamadeiras e outros.

 

Alternativamente, há tratamentos para outros tipos de condições, como enjoos e náuseas, que acabaram se destacando também por ajudar na redução salivar em outros tipos de situações, como problemas neurológicos, gravidez ou mesmo o caso dos bebês. O medicamento mais conhecido no momento é o Scopoderm e se tornou muito popular por oferecer uma solução fácil e prática para o problema e assim proporcionar uma rotina menos estressante.

As intervenções terapêuticas para o excesso de salivação podem incluir o seguinte:

Havendo necessidade de algum tipo de terapia, o médico poderá recomendar atividades que possibilitem:

  • Melhorar a capacidade da criança em engolir sólidos;
  • Terapias para apertar os músculos faciais;
  • Terapia motora oral para fortalecer os músculos dos lábios, do maxilar e das bochechas, melhorando a movimentação da boca e o controle da saliva;
  • Melhorar o controle da cabeça e do tronco, conseguindo manter a postura de forma correta;
  • Ajudar a criança a conseguir manter os lábios fechados;
  • Modificar a alimentação da criança, reduzindo os alimentos ácidos;
  • Utilizar um dispositivo dental na boca, ajudando na deglutição, no posicionamento da língua e no fechamento dos lábios.

***A Sialorreia ou hipersalivação apenas possui tratamentos não rotulados, portanto, somente o seu médico após consulta presencial pode decidir como lidar com essa condição. Nós, euroClinix, não recomendamos qualquer tratamento para essa condição.

Cuidados a tomar com a hipersalivação

Uma criança com excesso e saliva pode desenvolver erupções cutâneas, tanto na pele das bochechas, quanto no pescoço e no peito. A erupção pode se tornar avermelhada e em formatos irregulares, devendo ser tratada, lavando cuidadosamente a pele irritada e usando um creme de lanolina.

As mamães devem estar atentas ao bebê sempre, pois quando a "fase da baba" começa o que mais ocorre é que o bebê e seus pais fiquem tomados por esse excesso de saliva. Por isso, estejam sempre acompanhadas por uma toalhinha ou frauda limpa para que se possa limpar o excedente que sai da região bucal do seu bebê.

As toalhinhas ou tecidos usados para limpar seu bebê devem ser, preferencialmente, de algodão.

Como dito mais acima, seu bebê pode apresentar algumas reações alérgicas pela alta quantidade de vezes que é exposto ao contato com algum tecido para limpar a boca e regiões próximas. Sendo assim, há que se atentar para a utilização de tecidos leves. Além disso, ter cuidado na hora de executar esse processo de limpeza, pois se o ato for realizado com muita força, você pode acabar machucando a boca da criança e/ou causando algumas irritações na pele onde ocorreu a limpeza. 

Após dois anos, se o bebê continuar salivando

Se após os dois anos corridos o seu bebê continuar com a boca salivando muito, você deve buscar atendimento especializado para descobrir algum eventual problema que a criança possa ter desenvolvido. Há alguns casos em que a salivação excessiva ocorrer por outras razões e não somente as mencionadas mais acima. Por isso, é importante estar sempre atento.

No entanto, esse tipo de problema que, geralmente, já envolve outras doenças ocorre mais corriqueiramente em adultos, em razão de outras questões como gravidez, reação a algum medicamento, infecção na região bucal e entre outros. Para estes casos, há tratamentos específicos e indicados por especialistas da área.

Geralmente, nesses casos, é recomendado um tratamento de acordo com a possível causa do excesso de salivação. Por exemplo, se um bebê ou adulto tiver uma infecção na região da garganta ou próxima dela, possivelmente eles irão produzir uma salivação além do normal. Se esta for a causa, o médico irá recomendar antiflamatórios para tratar.

Fontes:

  1. Treating sialorrhea with transdermal scopolamine. Exploiting a side effect to treat an uncommon symptom in cancer patients (2005) - URL: ncbi.nlm.nih.gov
  2. How to Treat Sialorrhea in Parkinson's Disease Patients - URL: practicalneurology.com
  3. Drooling in Parkinson's disease: A review - URL: sciencedirect.com

Atualizado em 23 de agosto de 2017.

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